Três meses após a invasão, hackers ainda estão na rede do governo americano

O Departamento do Governo dos Estados Unidos ainda não conseguiu retirar os hackers russos de seus sistemas de e-mail não classificados, mesmo três meses após a descoberta da invasão. Segundo o The Wall Street Journal, três oficiais americanos não identificados admitiram ainda encontrar sinais dos invasores em sua rede privada, apesar dos esforços do departamento, da NSA e do FBI de bloquear os intrusos e cobrir as falhas. O objetivo da invasão provavelmente está ligado à ciberespionagem.

Os investigadores ainda não informaram oficialmente quem está por trás da invasão, mas os oficiais sugerem que o governo da Russia provavelmente está envolvido no ataque. Os motivos que levam a esta conclusão estão nos softwares e ferramentas utilizadas, que, segundo os responsáveis pela investigação, estavam relacionadas anteriormente aos russos. Outras razões para a suspeita envolvem o conteúdo roubado, que eram e-mails relacionados à crise na Ucrânia.

Os hackers conseguiram acesso à rede após um funcionário do departamento do governo estado-unidense ser vítima de um ataque de Phising, ao clicar em um link falso num e-mail relacionado à questões administrativas. A armadilha fez com que malwares fossem instalados no computador, abrindo uma porta para os hackers.

Segundo ex-funcionários do governo dos Estados Unidos, a remoção completa dos acessos dos hackers à rede provavelmente levará algum tempo para serem removidos completamente. Como exemplo, os oficiais apontam uma brecha em 2013 causada por hackers iranianos nos sistemas da US Navy. Para realizar a completa remoção dos invasores, os agentes levaram quatro meses de operação.

{via}Neowin|http://www.neowin.net/news/hackers-still-in-the-state-department039s-network-three-months-after-the-breach{/via}

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  • Redator: Gabriel Daros

    Gabriel Daros

    Redator da Adrenaline que teve contato com hardwares desde quando viu seu pai montar um tal "PC gamer" aos oito anos de idade. Escreve notícias sobre internet, tecnologia e jogos, cujo primeiro contato foi com um SNES aos sete anos. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2013.

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