Fakes de "femme fatales" são utilizados para auxiliar nos conflitos da Síria

Fakes de "femme fatales" foram utilizados para roubar planos de guerra e outros dados dos grupos de oposição sírios. As informações, segundo a empresa de segurança FireEye, foram roubadas através de conversas de texto realizadas pelo Skype com as vítimas, nas quais as mulheres virtuais enviavam imagens com malwares inseridos. A companhia também informa não conseguir identificar quem está por trás dos ataques virtuais.

Segundo o pesquisador de segurança virtual Nart Villeneuve, as informações foram utilizadas em redes sociais para entrar nas máquinas das vítimas e roubar informação militar que desse vantagem ao exército do presidente sírio. O ataque foi montado entre novembro de 2013 e janeiro de 2014, e surgiu diante da empresa enquanto a FireEye investigava um outro incidente.

No total, um total de 7.7GB de arquivos foram roubados, incluindo aproximadamente 240.000 mensagens, 31.000 conversas e 64 listas de contatos de Skype. Destas informações, foram descobertas imagens de satélite e mapas, além de horários de ataques planejados e a lista de armamentos utilizados em cada investida. Os invasores também descobriram dados sobre número de vítimas, movimentação de armas, financiamento e suporte humanitário.

Segundo a FireEye, o procedimento ocorria em três etapas:

• O contato inicial era feito através de Skype, com os atacantes simulando perfis de mulheres atraentes oferecendo um ouvido amigo aos soldados do exército de oposição sírio;
• Durante as conversas, os atacantes buscavam informações sobre como o alvo estava acessando o Skype;
• Logo após, a vítima recebia uma imagem de seu suposto contato juntamente com um malware oculto, o DarkComet, uma ferramenta de acesso remoto a longa distancia, infectando o smartphone ou computador. 

{via}BBC News|http://www.bbc.com/news/technology-31093136{/via}

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  • Redator: Gabriel Daros

    Gabriel Daros

    Redator da Adrenaline que teve contato com hardwares desde quando viu seu pai montar um tal "PC gamer" aos oito anos de idade. Escreve notícias sobre internet, tecnologia e jogos, cujo primeiro contato foi com um SNES aos sete anos. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2013.

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