Após ataques nos EUA, Coreia do Sul inicia treino de segurança virtual em usinas nucleares

As empresas de energia nuclear da Coreia do Sul estão realizando testes para medir a segurança contra possíveis ataques cibernéticos após seus sistemas virtuais serem hackeados. Segundo a Korea Hydro, a Nuclear Power Co e o governo sul-coreano, os hackers roubaram apenas informações "superficiais". Segundo a agência de notícias Reuters, apesar do ataque, as instalações nucleares não correram nenhum risco físico.

Neste domingo (21), um usuÁrio do Twitter exigiu que três usinas nucleares da Coreia do Sul parassem suas atividades, sob ameaça de revelar mais informações particulares sobre as instalações e lançar outro ataque caso a solicitação não fosse concluída. Na semana passada, documentos das usinas, incluindo as plantas baixas das construções, foram publicadas na internet. As empresas, entretanto, declararam que tais documentos não eram confidenciais.

O governo sul-coreano estÁ investigando a invasão nas usinas, embora ainda não tenha publicado qualquer informação sobre o andamento das investigações. Um oficial não-identificado da Korea Hydro disse que, apesar dos ataques, é impossível que invasões virtuais consigam parar usinas nucleares pois seus sistemas de controle são independentes da rede. Ainda assim, a empresa iniciou hoje uma bateria de treinamentos para preparar seus funcionÁrios em casos de invasões destinadas à outras tentativas de invasão.

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As notícias vieram após o ataque dos hackers à Sony Pictures, no qual os invasores publicaram arquivos confidenciais da empresa e ameaçaram quem pretendia assistir o filme A Entrevista. O governo americano acusou recentemente que a Coreia do Norte é responsÁvel pelo ataque e que a não-publicação do filme corresponde à um erro para a liberdade de criação. Em termos políticos, as duas Coreias ainda são consideradas inimigas.

{via}Mashable|http://mashable.com/2014/12/22/south-korea-nuclear-hack/{/via}

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  • Redator: Gabriel Daros

    Gabriel Daros

    Redator da Adrenaline que teve contato com hardwares desde quando viu seu pai montar um tal "PC gamer" aos oito anos de idade. Escreve notícias sobre internet, tecnologia e jogos, cujo primeiro contato foi com um SNES aos sete anos. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2013.

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