Instagram vale 49 vezes do que quando foi comprado pelo Facebook, diz analista

Quando Mark Zuckerberg topou desembolsar US$1 bilhão para comprar o Instagram em abril de 2012, muitas pessoas ficaram assustadas com o valor. Uns achavam caro pagar o equivalente a US$33,00 por usuÁrio quando, na época, a rede social tinha valor estimado de US$500 milhões. Outros não viam um modelo de negócio no aplicativo.

Menos de três anos depois, o Citigroup diz que o Instagram estÁ valendo mais de US$35 bilhões. Esse valor é 49 vezes maior que os US$715 milhões que o Facebook acabou pagando depois que o valor das ações caiu, e consideravelmente maior que os rivais Twitter e Linkedin.

O que deu ao Instagram tamanha valorização? A primeira resposta é a introdução de anúncios, algo que aconteceu hÁ menos de um ano. A segunda é o aumento de usuÁrios. O analista do Citigroup Mark May acredita que em 2015, o número de cadastros no aplicativo vai aumentar em 40%. Só nesse ano, entre março e dezembro, o crescimento foi de 50%. Além do crescimento, ele acredita que o Instagram vai conseguir monetizar mais com cada um desses usuÁrios.

Porém, isso não significa que você vai ver mais anúncios no aplicativo. Se em 2012 cada um valia US$33,00, hoje May estima que o valor seja de US$80,00 "por cabeça". Então é improvÁvel que o Facebook vÁ arriscar perder seus usuÁrios floodando o feed com anúncios. Ele vai é continuar com sua estratégia de publicidade direcionada com base no que cada usuÁrio curte.

O analista acredita, ainda, que o Instagram vai receber US$1,48 de anúncio a cada 1.000 visualizações até o fim de 2015. É menos que o Twitter jÁ faz, mas ele argumenta que o app de fotos tem uma audiência maior, mais engajada e que vem crescendo mais rÁpido. Simplificando: acaba sendo uma melhor opção para os anunciantes.

{via}Engadget|http://www.engadget.com/2014/12/19/instagram-35-billion/{/via}

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  • Redator: José Hüntemann

    José Hüntemann

    Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, é fascinado por inovações tecnológicas. Gosta de internet, redes sociais, mobiles e futuro dos vestíveis. Mas o que mais lhe impressiona é a tecnologia que busca melhorar a vida das pessoas e não serve apenas como mero acessório. Nos games, é um zero à esquerda, mas está no pódio no campeonato de Just Dance da redação.

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