"Se você não gosta de GTA V, então não compre", diz CEO da Take-Two em resposta a petição

O popular game GTA V esteve envolvido numa situação polêmica na AustrÁlia semana passada: as lojas Target e Kmart deixaram de comercializÁ-lo depois de uma petição no site Change.org obter cerca de 40 mil assinaturas. A petição acusava o game de incentivar os jogadores a cometer atos de violência sexual e física contra as mulheres.

A resposta oficial só veio esta semana, através de uma declaração do CEO da Take-Two, Karl Slatoff. "Uma coisa é alguém não querer comprar um determinado conteúdo, o que é completamente compreensível", disse Slatoff. "E essa realmente é a solução. Se você não gosta de alguma coisa que te ofende, então não a compre".

Ele vai além, e evoca o discurso da liberdade de expressão. "Nós temos 34 milhões de pessoas que compraram Grand Theft Auto, e se essa gente conseguisse o que queria, nenhuma dessas pessoas teria comprado GTA", defende o CEO da Take-Two. "E isso vai de encontro a tudo em que a sociedade livre é baseada. É a liberdade de expressão, e tentar acabar com isso é algo perigoso".

Slatoff também confirmou que a petição não afeta em quase nada os negócios da Take-Two. Para ele, a ação de redes de varejo como Target e Kmart retirarem o jogo das suas prateleiras é algo que os desaponta mais na esfera pessoal do que nas contas da empresa.

Um outra petição feita no site Change.org também serviu como resposta para o fim das vendas de GTA V nas 2 redes de varejo australianas. Trata-se de um pedido satírico para o fim das vendas da Bíblia Sagrada, citando os mesmos motivos que inspiraram a petição original.

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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation 1. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia. Formado jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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