PS Experience: Bloodborne alia ambientação sombria, combates desafiantes e chefe imperdoável

Produção exclusiva da From Software para Playstation 4, "Bloodborne"estava disponível para testes no Playstation Experience, evento da Sony dedicado à sua marca de consoles. Tive a oportunidade de jogar o game por ceca de vinte minutos e abaixo, vocês conferem as impressões que tive do jogo.


Universo hostil

Dar os primeiros passos em "Bloodborne" é ter garantias de que você se sentirÁ ameaçado em todos os momentos em que estiver vivo. Grande parte da culpa dessa sensação é do excelente trabalhando da desenvolvedora em criar cenÁrios bem escuros, imundos, sombrios, lotados de detalhes, como caveiras, carroças e corpos sendo incendiados e criaturas nojentas, que transparecem que aquele universo jamais poderÁ serÁ amigÁvel ou que de alguma forma farÁ bem ao jogador. As texturas são ótimas e a iluminação garante a imersão na sanguinÁria aventura.


Combates desafiantes 

Existem caminhos mais óbvios e outras passagens secretas que, por ventura, acabei encontrando porque resolvei explorar alguma Área com mais atenção. E é aqui que mora o perigo: armadilhas estão espalhadas por todos os cantos e inimigos surgiram do nada na tela, saindo de algum canto improvÁvel, para por em cheque as minhas habilidade de guerreiro. Felizmente, consegui manter uma boa cadência na maioria dos combates, que se baseiam, geralmente, no timing que o jogador tem para calcular a distância das criaturas e estudar o tipo de movimento que elas fazem para executar golpes certeiros.

- Continua após a publicidade -

E acredite: você realmente vai precisar levar tudo isso em consideração para ter mais chances de se manter vivo. Os inimigos costumam ter golpes diferentes, habilidades únicas, jeitos de se movimentar e se aproximar do jogador. Por isso, cabe a você escolher ataques de curta distância (R1), que são desferidos mais rÁpidos; de longa distância (R2), desferidos mais lentamente ou, ainda, usar suporte de alguma arma de fogo (L2), que estava disponível logo de cara na demo. Adianto que ela não foi de grande ajuda nos combates, pois  maioria dos tiros falhavam e não atingiam exatamente os alvos que eu desejava.

Além disso, desviar (O) lateralmente, para frente e para trÁs é fundamental. É esse recuro que muitas vezes vai salvar a sua pele de não levar danos extras e que podem salvar a sua estadia no jogo. É bastante útil também para se aproximar dos inimigos, acionar o ataque deles e, quase como um bote, abrir a defesa deles momentaneamente e atacar pelas pelos lados ou costas, garantindo uma boa sequência de ataques que resultam, na grande maioria das vezes, e claro, dependendo da força das criaturas, na morte delas. Tudo isso, ainda, levando em conta que o seu personagem tem uma barra de estamina que decresce a cada movimento mais brusco efetuado pelo seu guerreiro, seja ataque, corrida longa ou desvios.


Chefe imperdoÁvel 

Ao descer por umas escadas muito bem escondidas no cenÁrio, cheguei a uma Área mais aberta com uns 15 inimigos ao redor de uma fogueira que incendiava corpos. Depois de derrotar cerca de 10 deles, fui surpreendido por uma criatura que subia por uma escada e, por estar próximo demais dela e jÁ ter usado os dois itens de cura que comecei a demonstração, fui impiedosamente morto por um ataque de foice simples, mas que tirou quase metade da minha energia. Ou seja, nem cheguei no chefe. Contudo, o outro jornalista que estava ao meu lado foi capaz de prosseguir e ir bem mais longe, abrir o maior portão daquela Área e, então, enfrentar o chefe local.

- Continua após a publicidade -

Grande de Ágil, a criatura exigia muita destreza e sabedoria na hora de realizar os desvios laterias e os ataques, que tinham que ser curtos na maioria das vezes par impedir que o de longo alcance tomasse muito tempo e da estamina do guerreiro. Mas como ele ainda tinha que estudar e aprender os movimentos padrão do inimigo, também não demorou muito na partida. Dois golpes bem encaixados foi o suficiente para o Game Over aparecer na tela dele, que ainda olhou pra mim com aquela cara de "nem deu tempo de fazer nada, socorro!". Essa é a sensação de insegurança e incerteza constantes que "Bloodborne" transmite o tempo inteiro, mantendo as características mais bÁsicas da série "Souls".

"Bloodborne" chega ao PS4 em 24 de março de 2015, 

Tags
  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

Em um remake, você quer:

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.