AliExpress é o site com maior número de vendas no Brasil; Submarino e Americanas ficam em segundo

E não é que o site de e-commerce que mais vende no Brasil... é chinês?! O AliExpress, parte do grupo Alibaba (que eu jurava que era indiano), lidera o mercado brasileiro: foram 11 milhões de pedidos entre os meses de julho e setembro, muito à frente do segundo colocado - o grupo B2W, que reúne Submarino e Americanas -, que vendeu 7,2 milhões de produtos. A pesquisa foi divulgada pelo Ibope E-Commerce no final de semana passado.

Além da quantidade de pedidos, o AliExpress também estÁ na dianteira quando o assunto é lucro. O site chinês faturou cerca de R$ 330 milhões no terceiro trimestre de 2014. Para o Ibope, se o grupo continuar assim, eles conseguirão fechar o ano com o faturamento acima de R$ 1 bilhão em território brasileiro.

Sem contar ainda que o AliExpress gasta dez vezes menos em publicidade do que outros sites de e-commerce aqui no Brasil. Para o presidente do Ibope E-Commerce, Alexandre Crivellaro, os sites chineses estão se expandindo pelo "fenômeno do boca-a-boca": os usuÁrios acabam sugerindo o marketplace para outras pessoas por causa do seu preço menor e sua política que garante a devolução do dinheiro caso o cliente afirme não ter recebido o produto (eles nem perguntam, só devolvem a grana).

Além disso, a pesquisa apontou que, apesar de muitas pessoas acreditarem, o AliExpress não tem produtos tecnológicos como carro-chefe. O Ibope aponta que quase dois terços das compras de brasileiros no site estão no setor de moda e acessórios, e que o público feminino compõe 60% dos consumidores. Logo, o AliExpress faz concorrência com sites como Dafiti e Netshoes.

Mas o AliExpress não é ilegal?
Não, ele não é. Hoje em dia, a tributação de produtos vindos do exterior que tenham remetente e destinatÁrio como pessoas físicas só ocorre quando o valor passa de US$ 50,00; e, mesmo assim, não é toda compra que serÁ taxada. Sendo assim, o AliExpress também envia parte dos pacotes como encomendas de pessoas físicas (e não como pessoa jurídica) e "fraciona" pedidos - sendo assim, uma só compra pode ter vÁrios fornecedores. Ou seja, o site mandam os produtos, na maioria das vezes, como pessoa física.

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Via InfoAbril

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  • Redator: Luiz Menezes

    Luiz Menezes

    Estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina desde o segundo semestre de 2012 e gamer desde 1999, quando teve a oportunidade de jogar "Adventure" no Atari (mesmo não passando nem da segunda fase). Hoje é estressado com o Xbox 360 e com os ADCs noobs que sempre feedam o Draven. Trabalha na Adrenaline por causa da paixão por games e porque precisa de dinheiro para comprar consoles novos.

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