BGS 2014: The Evil Within é o bom game de terror que Resident Evil deixou de ser

Terceiro dia de BGS 2014, e na correria para ganhar espaço na fila dos games, não podia escolher outro jogo se não o que nosso público também estÁ mais ansioso para ver: "The Evil Within". O game de terror estÁ quase chegando ao mercado - o lançamento é no outro domingo, dia 18 - e tive a chance de conferir um pouco do que estÁ por vir.

De cara, os grÁficos agradam: a vegetação segue com os serrilhados de sempre - ninguém parece se importar ou tentar resolver isso, ultimamente - mas basta entrar na mansão logo à frente para que tudo fique redondinho. O game segue certinho a receita de um bom jogo de terror: uma casa velha, quadros sinistros e muito som de vento e rangidos por todo o lado. A atmosfera estÁ muito acertada, com muito do cenÁrio mal iluminado e às vezes é preciso usar um lampião para ver por onde você anda.

A visão é no estilo terceira pessoa, meio "por cima" do ombro direito do personagem e um pouco mais próximo do protagonista do que normalmente acontece neste estilo de perspectiva. Como ponto interessante, você se sente mais próximo do personagem (no sentido emocional) e só não irÁ superar o terror da perspectiva em primeira pessoa, na hora dos "cagaços".

A perspectiva em terceira pessoa me trouxe alguns problemas na hora dos combates. No bom e velho estilo dos primeiros "Resident Evil", sua munição é limitada, então tiro errado dói mais que as pancadas dos monstros, e a câmera incomoda nestes momentos. Principalmente em corredores estreitos, ou quando seu personagem é derrubado, ele some da tela e você fica sem noção clara de onde você estÁ, algo bem irritante nas horas mais cruciais de sua luta pela sobrevivência.

- Continua após a publicidade -


Gameplay, combates e armas 

O combate é baseado em lutas corpo-a-corpo, armas e armadilhas. Os monstros são do tipo que mais detesto, aqueles que correm, mas de forma intermitente "ficam mosqueando", e neste intervalo você tem a oportunidade de contra-atacar (ou, como me aconteceu algumas vezes, achar onde estou na tela). Os inimigos são mortos-vivos, e não basta derrubÁ-los: após isto você precisa queimÁ-los para acabar com eles de vez.

Assim como os primeiros games da série "Resident Evil", o gameplay não é muito Ágil, o que contribuiu com o terror, jÁ que você não vai conseguir sair se esquivando e correndo das coisas facilmente. Ainda assim, hÁ uma concessão: você consegue desviar de ataques apertando o botão de esquiva em momentos precisos, algo que torna a jogabilidade mais Ágil mas não banaliza tudo, jÁ que você precisa acertar os tempos e não tem nada na tela piscando para te avisar qual o momento que você precisa apertar. Você vai precisar ficar atento, e perceber os momentos que o monstro estÁ prestes a te atingir.

Além de diferente armas, como uma besta, espingarda e pistola, o jogador poderÁ usar armadilhas e também conta com um lampião. HÁ um botão para andar de forma "sorrateira", mas bancar o stealth com o lampião apagado resultou, na minha experiência, em brigar com os monstros da mesma forma que teria que fazer se tivesse entrado na sala chutando a porta e atirando. 

O game também terÁ outro elemento clÁssico da série "Resident Evil": os puzzles. Além de lidar com as abominações pelo caminho, você vai precisar resolver desafios, buscar peças faltando e dar um jeito de solucionar os desafios. No curto tempo que tive para jogar, com gente louca para tomar meu lugar na estação de testes, não consegui ir muito longe no quebra-cabeça, então vamos precisar esperar o jogo final para saber se acertaram a mão na dificuldade dos desafios.

- Continua após a publicidade -

"The Evil Within" é um game que os fãs do início da série Resident Evil precisam ficar de olho, assim como aqueles que curtem um jogo de sobrevivência de terror. Produzido pela Bethesda, ele traz muito dos pontos fortes do início da franquia da Capcom (especialmente os primeiros games), com a tensão dos recursos limitados, o desafio dos puzzles e uma atmosfera bem construída. Infelizmente, tive a impressão que também herdou alguns defeitos, como a jogabilidade meio engessada. Mas não quero ser injusto: só falta uma semana para a versão final chegar a todos, então poderemos ver se o game consegue solucionar este problema.

"The Evil Within" terÁ versões para PC, PS4, XOne e consoles da geração passada.  

Assuntos
Tags
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

Qual a sua marca de mouses para jogos favorita? - Pesquisa de Periféricos 2020

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.