The Order 1886 na BGS 2014: experimentamos o jogo e entrevistamos um dos produtores

A Sony estÁ mostrando aqui na BGS deste ano um dos seus principais novos exclusivos para PS4, o third person shooter The Order 1886. Nós demos uma jogada no novo título e conversamos com o diretor de operações da Ready at Dawn, desenvolvedora do game. Confira nossas impressões com o jogo e o que Marc Turndorf, nosso entrevistado, tem a dizer sobre elas.

The Order 1886 logo chama a atenção por seus grÁficos. Jogadores de computador podem até torcer o nariz para os 30fps onde o jogo fica nivelado, mas essa limitação não impede o visual de ficar bonito e caprichado. Os modelos dos personagens são muitíssimo bem feitos, o cenÁrio bem construído e o design das armas é bem interessante. Essa ênfase no visual converge bastante com a intenção do estúdio em criar uma "experiência cinematogrÁfica", como Turndorf explicou. A desenvolvedora tem um foco bastante forte com a apresentação e o desenvolvimento da história nesse jogo, onde "todo personagem tem tons de cinza". Segundo o diretor, Sir Galahad, o personagem principal do game, vai aprender muito sobre si próprio durante a jornada junto com o jogador, e o vilão não é apenas uma pessoa fundamentalmente ruim, mas sim alguém com ideais diferentes que se opõem aos pelos quais o jogador luta, elementos que, se realizados com sucesso, enriquecem uma narrativa. Na demo disponibilizada pra gente, a parte visual confere, mas infelizmente não podemos dizer muito da história jogando um trecho tão pequeno.  

A arma que usamos no trecho mostrado aqui na BGS é a Thermite Gun ("arma de térmita"), a preferida de Turndorf. Trata-se de um equipamento que funciona "em duas fases" e realiza tiros flamejantes. Uma rajada de gÁs deve ser disparada com o R1 e depois incendiada por um tiro secundÁrio, disparado pelo R2. É possível ficar criativo com essa alternância de disparos, acumulando gÁs num lugar antes de queimÁ-lo ou inflamando o gÁs disparado pelos seus parceiros. O jogo não tem suporte para multiplayer, então seus amigos são controlados somente pela inteligência artificial do game.

Inteiramente localizado, a dublagem do game estÁ acima da média, com uma atuação convincente. Turndorf disse que a localização não é feita pelo estúdio, mas sim, pela própria Sony. De qualquer forma, segundo ele, a Ready at Dawn ainda fez questão de participar da seleção dos dubladores para que cada personagem ao menos soasse como eles imaginaram que ele soaria em sua concepção.

- Continua após a publicidade -

Um fator preponderante me The Order 1886 é que sua ênfase na "experiência cinematogrÁfica" gera muitas cutscenes e um bom tanto de quick time events. Quando perguntado sobre isso, o diretor de operações informou que os quick time events seriam raros, ocorrendo em alguns pontos específicos, como nas lutas com chefes por exemplo. Ele inclusive salientou que a demo da BGS não tinha nenhum QTE. Isso é meia verdade. Enquanto não existe nenhum momento com sequências de botões para o jogador apertar, hÁ dois momentos em que o gameplay fica secundÁrio. Em um, o jogador arrasta um colega ferido enquanto o defende atirando em inimigos. Seu desempenho não importa muito nessa parte e ela acaba acertando ou não os inimigos. Noutro momento, o jogador precisa derreter uma passagem com sua arma para escapar de um ambiente em que os personagens ficaram presos. Mas aqui o jogador não tem a oportunidade de mirar e descobrir o caminho, ele interage com o cenÁrio com o botão de ação e depois o jogo pede pra ele atirar. E não dÁ pra fazer absolutamente nada além de apertar R1, nem mexer a mira.

E é aqui que aparece o problema em The Order 1886. O jogo estÁ realmente muito bonito e as armas são criativas e divertidas de serem usadas, mas, se o título focar tanto em cutscenes ou partes "não completamente jogadas", serÁ necessÁria uma história realmente muito boa pra prender o jogador do início ao fim e não acabar se tornando "só mais um TPS". E o sucesso dessa nova IP é muito importante pra Ready at Dawn, jÁ que Turndorf revelou que eles têm toda intenção de criar continuações para o game. Segundo o diretor: "se toda essa sala fosse o universo de The Order, apenas essa cadeira representa o primeiro título, ainda temos todo o resto para explorar". 

Tags
  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

Qual vai ser o melhor game de outubro de 2020?

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.