Usar o Google Glass na direção não é mais seguro que um smartphone, indica estudo

JÁ faz um tempo que a espécie humana insiste em combinar direção de um automóvel com alguma outra distração, e fazer de conta que não é uma mÁ ideia. Enquanto as campanhas contra enviar SMS na direção de um carro jÁ se popularizaram bastante (e não pegam nem um pouco leve), as empresas de tecnologia vem tentando desenvolver softwares para trazer sistemas como o Android e o iOS para os veículos de uma forma que funcione e todos sobrevivam.

Um estudo utilizando o Glass, dispositivo vestível da Google, testou o tempo de reação de usuÁrios enviando uma mensagem com o gadget e comparou com os reflexos de pessoas mandando mensagens do modo convencional, em seus smartphones, e motoristas sem nenhuma distração. A pesquisa concluiu que apesar dos usuÁrios do vestível conseguirem finalizar o envio da mensagem em menos tempo, sua capacidade de reação não foi mais eficiente que uma pessoa digitando a mensagem.

A pesquisa foi realizada pela Universidade Central da Flórida, e contou com a participação de 40 pessoas com idade na casa dos 20 anos. O experimento consistia em reagir à parada do veículo à frente de forma abrupta, forçando os motoristas a acionar o freio para evitar a colisão. No experimento, o tempo de reação dos usuÁrios do Glass e smartphones convencionais foi semelhante. "Enquanto usuÁrios do Glass mostraram alguma melhora na performance para se recuperar do evento, o dispositivo não os ajudou a se sair melhor no evento em si", afirma o pesquisador Ben Sawyer.

De acordo com os pesquisadores, isto indica que mesmo sem precisar olhar para o dispositivo de forma constante e ficar com as mãos livres ao utilizar os comandos por voz, os motoristas não possuem nenhum benefício no tempo de reação. O grande vilão dos reflexos na direção são as distrações, independente da forma de interação. "A medida que distrações perigosas se tornam mais comuns na vida dos motoristas, os benefícios limitados em dispositivos como o Glass criam a esperança que soluções mais úteis surjam", afirma Sawyer. É esperar para ver se o Android Auto e o Apple CarPlay vão ser mais eficientes, ou piorar tudo.

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Fonte University of Central Florida
Via TechTimes

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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