Bit e TinOwns, da KaBuM! e-Sports, falam sobre campeonato brasileiro e expectativas para o mundial

A KaBuM! e-Sports, equipe patrocinada pela HyperX, ganhou o campeonato brasileiro de "League of Legends"  no final do mês passado. Com isso, conseguiram uma vaga no Wild Card, fase na qual jogarão contra a PEX, equipe campeã da América Latina, para decidir quem vai disputar o mundial

O Adrenaline entrevistou o mid Thiago "TinOwns" Sartori e o manager Bruno "Bit" Lima para saber como estÁ a preparação para o Wild Card, as expectativas para o campeonato mundial e também como estÁ o cenÁrio de e-Sports no Brasil.

Adrenaline: Como estÁ a preparação para o Wild Card?

Bit: Acabamos nos atrasando um pouco na nossa preparação para o WildCard por conta da retirada dos vistos para os Estados Unidos. Nós tivemos que ir mais de 5 vezes para São Paulo por conta disso, mas jÁ foi tudo solucionado e agora estamos treinando diariamente das 14h às 23h, além do horÁrio que jogamos individualmente e que assistimos replays de outras regiões e também do PEX, nosso adversÁrio.

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A: Vocês acreditam que possuem chances no Campeonato Mundial, caso passem do Wild Card?

Bit: É difícil saber quais são as nossas reais chances no Mundial, caso a gente passe do Wildcard é claro. Nosso último campeonato internacional foi hÁ muito tempo e com uma formação totalmente diferente. Daquela época para hoje em dia, nós tivemos uma evolução muito grande, assim como os times de fora também. Mas, nós temos que esperar e nos preparar muito para ver qual o nível do cenÁrio brasileiro comparado aos times internacionais.

A: Como vocês acham que vão ser as partidas do Wild Card?

Bit: Não temos como prever como serão as partidas, mas estamos tentando nos preparar o mÁximo possível para fazer bons jogos e, consequentemente, sairmos com a vitoria. Independente do resultado, o importante é ter a vaga no Mundial.


Bruno "Bit" Lima segurando a taça do campeonato brasileiro

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A: Acho que foi o Kami da paiN Gaming que disse, no ano passado, que nenhuma equipe brasileira estava a nível de competição com as equipes chinesas e coreanas. Hoje, a situação é outra?

Bit: Como jÁ eu falei, é muito difícil saber o real nível do cenÁrio brasileiro sem jogar contra as equipes de outros países. Mas, eu acredito que esses times internacionais estão à frente atualmente, só que precisamos jogar contra para saber qual é o tamanho dessa diferença.

A: Vocês ganharam o campeonato brasileiro com uma equipe totalmente brasileira. O que vocês acham de "importar" jogadores de outros países?

Bit: Acho que foi uma ideia muito vÁlida para o começo do ano e aumentou muito o nível dos times a curto prazo, porém, com o passar do tempo, todos que jogavam contra eles também evoluíram por conta desse desafio de superÁ-los. Isso gerou uma evolução acelerada do cenÁrio. Em alguns momentos até cogitamos a contratação de um treinador ou analista coreano, mas sempre preferimos manter nossa lineup formada apenas por jogadores brasileiros.

A: Se vocês pudessem escolher uma equipe para jogar contra no mundial, qual seria e porque?

TinOwns: Com certeza a equipe que eu gostaria de jogar contra no mundial seria o SKT T1 K. Sempre gostei de ver o Faker jogar e seria uma honra enfrentar ele algum dia, mesmo sabendo que seria um confronto muito difícil. Espero que consigam se classificar na Coréia e, quem sabe, a gente não se encontra no Mundial.

A: E qual equipe vocês não gostariam de enfrentar?

TinOwns: Acho que no geral todos os times do mundo preferem evitar os coreanos por serem os melhores, isso acaba afetando numa possível passagem para os playoffs, porém, eu gosto de jogar contra bons jogadores para continuar evoluindo.

A: Se vocês pudessem escolher qualquer jogador brasileiro para compor uma seleção brasileira e disputar o Mundial, vocês ainda permaneceriam com a formação original da KaBuM?

Bit: Sim, os últimos resultados mostram que temos uma lineup muito forte e sólida no cenÁrio nacional, dos últimos 4 grandes eventos presenciais, nós chegamos em 3 finais e vencemos o mais importante deles. Não faria sentido algum fazer uma mudança hoje, mas vale reforçar que hÁ ótimos jogadores nas outras equipes brasileiras.

A: Como vocês vêm a recepção de e-Sports no Brasil?

TinOwns: A recepção é muito boa. Hoje em dia quase todos lugares que estamos em público somos reconhecidos e sempre fomos muito respeitados independente do time que as pessoas torcem. Tudo bem que ainda estamos nos acostumando com isso, mas é bem legal essa parte do retorno dos fãs.

A: Hoje vocês vivem com o que ganham por serem jogadores profissionais da KaBuM, mas dÁ para pensar em continuar na carreira por vÁrios anos ou a profissão deve ser encarada como uma fase?

Bit: Assim como nos demais esportes, acredito que a carreira de jogador deve ser encarada como uma fase, pois é muito difícil você se manter motivado por muitos anos consecutivos. Você tem um tempo de carreira, com o passar dos anos você acaba perdendo um pouco do seu desempenho e sempre surgem muitos novos jogadores, que se dedicam dia a dia para chegarem ao profissionalismo. Mas, com o crescimento do cenÁrio no país, muitos param de jogar, mas continuam atuando na Área em outras funções como donos de time, jornalistas, narradores, managers etc.

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  • Redator: Luiz Menezes

    Luiz Menezes

    Estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina desde o segundo semestre de 2012 e gamer desde 1999, quando teve a oportunidade de jogar "Adventure" no Atari (mesmo não passando nem da segunda fase). Hoje é estressado com o Xbox 360 e com os ADCs noobs que sempre feedam o Draven. Trabalha na Adrenaline por causa da paixão por games e porque precisa de dinheiro para comprar consoles novos.

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