Harvard exibe robôs capazes de se reorganizarem e a revolução dos robôs fica mais próxima

"Morra forma biológica vil. Ahmmm... Quer dizer... bom dia?" 

Harvard criou um grupo de pequenos robôs capaz de se reorganizar de forma autônoma. Chamados de Kilobots, são um total de 1024 "robôzinhos" com uma estrutura bastante simples e de baixo custo, que se movem através da vibração de motores e capazes de se posicionar utilizando sensores infravermelho como referência.

O mais fascinante sobre este experimento é sua forma de organização. Como o sensor infravermelho tem um alcance limitado, todos os Kilobots agem de "forma míope", tendo como referência apenas o robô ao lado e sem uma visão geral da forma como um todo. Este exército de pequenos pedaços de hardware poderão ajudar a entender como a inteligência que emerge da coletividade acontece.

"A beleza dos sistemas biológicos é que eles são elegantemente simples - e ainda, em grande número, capazes de conseguir o que parecia impossível", afirma Radhika Nagpal, líder do laboratório onde é desenvolvida a pesquisa. "Em algum nível você não os vê mais como indivíduos, você só enxerga a entidade coletiva". É assim que os minúsculos pedaços de metal podem nos ajudar a simular os comportamentos de uma colônia de formigas, ou o deslocamento em conjunto de um grupo de pÁssaros no céu.

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Os robôs se deslocam sem intervenção humana, após a instrução inicial ter sido dada (ufa, ainda controlamos algo por aqui). Quatro robôs marcam as coordenadas de referência e todos os demais robôs recebem uma imagem em 2D do que devem mimetizar. O resto é no jeitinho: cada robô tem uma noção de onde saiu, até onde andou e a qual altura "jÁ estÁ ótimo pode parar aí". 

Por conta da simplicidade dos próprios robozinhos, eles não são capaz de se posicionar de perfeitamente, com dificuldades que vão desde não serem capazes de andar em linha reta até baixa precisão do infravermelho. "Estes robôs são muito mais simples que os robôs convencionais e, como resultado, suas habilidades são variantes e menos confiÁveis". Considerando tudo isto, não acho que eles tenham se saído tão mal: 

Os Kilobots servirão como uma referência para a pesquisa e criação de algoritmos de Inteligência Artificial coletiva. A ideia é aplicar este princípio em robôs mais complexos, onde eles poderão trabalhar em conjunto controlando carros autônomos em uma rodovia, ou agindo para ajudar durante uma calamidade ambiental, por exemplo. Também é por aí que nos encaminhamos para um dia ter a NanoSuit, uma versão robótica dos Keepers e vÁrias outras coisas legais até o dia em que eles vão destruir a todos nós. Mais ou menos assim.

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Fonte Harvard 

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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