Google nega existência de falha de segurança na restauração do Android

O Google negou a existência de falha na segurança do Android que permite recuperar dados após a restauração de fÁbrica do aparelho. Em comunicado ao site Olhar Digital, a empresa disse que a pesquisa "parece ser baseada em aparelhos com versões antigas do Android (pré 3.0) e não reflete as medidas de segurança implementadas em versões mais recentes do sistema operacional, presente na grande maioria dos celulares hoje."

"Se um usuÁrio pretende vender ou se desfazer de um dispositivo, recomendamos que ele faça antes a criptografia do conteúdo e depois aplique um reset de fÁbrica - recursos que estão disponíveis no Android hÁ mais de três anos", conclui o Google.

Para você entender o caso, divulgamos nesta semana que o Avast comprou 20 smartphones no eBay e que tinham sido restaurados aos padrões de fÁbrica, ou seja, passado pelo hard reset. A restauração não apagou todos os dados pessoais dos antigos donos. O resultado, foi um pedido de empréstimo assinado, as identidades de quatro usuÁrios, 250 contatos da agenda, 750 e-mails e mensagens e 40.000 imagens, das quais 1.000 continham nudez.

O estudo foi conduzido pela empresa de segurança em software para mostrar a importância da criptografia em dados pessoais. Eles ainda conseguiram logar na conta de Facebook de um dos ex-usuÁrios e rastrear sua localização usando coordenadas do GPS. As informações foram obtidas, segundo o VR-Zone, sem esforço, usando o FTK Imager, que pode ser baixado gratuitamente para extrair esse tipo de dado. Programas proprietÁrios do próprio Android como o Debug Bridge e o Backup Extractor permitiram levar as informações ao computador sem precisar destravar os smartphones.

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O Avast baseou seus estudos nos EUA e, segundo a empresa, apenas 14% dos norte-americanos usam um anti-virus em seu celular e somente 8% utilizam algum programa especialmente destinado a apagar totalmente a memória do telefone.

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  • Redator: José Hüntemann

    José Hüntemann

    Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, é fascinado por inovações tecnológicas. Gosta de internet, redes sociais, mobiles e futuro dos vestíveis. Mas o que mais lhe impressiona é a tecnologia que busca melhorar a vida das pessoas e não serve apenas como mero acessório. Nos games, é um zero à esquerda, mas está no pódio no campeonato de Just Dance da redação.

Deve ter lançamentos como leve melhorias na mesma arquitetura

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