Intel detalha o co-processador Xeon Phi While Knights, com 72 núcleos e microarquitetura Silvermont

A Intel divulgou mais informações sobre a nova geração de processadores Xeon Phin, codinome While Knights. Este hardware atua como um co-processador, conectado ao computador através de uma porta PCIe x16 e que tem enfoque na supercomputação (HPC, ou High Performance Computing). A segunda geração do Intel Xeon Phi substitui o Pentium 1 (P54C) pela nova microarquitetura Silvermont em 14 nanômetros, o que promete trazer três vezes mais performance por thread.

Voltado para a supercomputação, a nova geração do Xeon Phi traz números nem um pouco discretos: são 72 núcleos, sendo que cada core é capaz de realizar 4 threads nesta linha de processadores. Ele posui até 3 TFLOPs de processamento de dupla precisão.

O maior desafio da Intel, com este produto com tanto poder de processamento, foi o desenvolvimento das memórias, sendo que a tecnologia GDDR5 com largura de banda em 512-bit da geração anterior, Knight Corner, não seriam o bastante. Para resolver este gargalo, a empresa desenvolveu em conjunto com a Micron uma variante de Hybrid Memory Cube (HMC).

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O Xeon Phi virÁ com a tecnologia MCDRAM, ou mulit channel DRAM, que coloca vÁrios dies de RAM uns sobre os outros, e fazendo a conexão com os controladores na base. Com este recurso, a Intel afirma que é capaz de tornar mais eficiente o acesso à memória pelo processador, ao colocÁ-las mais próximas da CPU.

A segunda geração do Xeon Phi virÁ com uma nova opção de formato. Além do estilo que estamos acostumados com placas de vídeo, com a conexão através do slot PCIe, também serão vendidos processadores no tradicional formato em socket, podendo operar em conjunto com outros processadores Xeon em uma mesma placa-mãe, compartilhando recursos como memória, ao invés do funcionamento "em separado" do modelo em uma placa individual.

Os primeiros produtos devem estar disponíveis na primeira metade de 2015.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

Deve ter lançamentos como leve melhorias na mesma arquitetura

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