Pesquisa sobre manipulação de emoções realizada pelo Facebook gera polêmica

O Facebook se envolveu em ainda mais uma polêmica nos últimos dias, depois de vir à tona uma pesquisa que o site desenvolveu junto com a Universidade da Califórnia, em São Francisco, a fim de verificar a capacidade de contÁgio de emoções que a rede social pode ter. O nome da pesquisa é "Evidências experimentais de contÁgio emocional em escala massiva através de redes sociais" e, durante sua realização, usuÁrios tiveram seu feed de notícias manipulado sem o seu conhecimento.

O trabalho aconteceu em janeiro de 2012, quando 3 milhões de posts de 689.003 usuÁrios aleatórios foram analisados. A fim de ajudar na pesquisa, o Facebook manipulou os feeds dessas pessoas a fim de mostrar mais posts negativos ou positivos, sem informÁ-los, possivelmente manipulando também suas emoções, uma vez que a pesquisa concluiu que emoções, são de fato, contagiosas.


A principal defesa da maior rede social do mundo é, como sempre, seu termos e condições de uso, onde é explicitamente informado que o Facebook "pode usar a informação que recebe sobre você (...) para operações internas, inclusive solução de problemas, anÁlise de dados, testes, pesquisa e melhorias do serviço". A Forbes, entretanto, descobriu que esses termos foram alterados quatro meses depois da pesquisa.

O contrato aceito pelos usuÁrios quando os testes foram realizados não trazia a palavra "pesquisa" em lugar algum, toda a clÁusula sobre "operações internas" não existia. A versão da época pode ser encontrada aqui. Em defesa ao Facebook, um porta-voz falou com o CNET e alegou que os termos e condições ainda isentam a rede de culpa porque as informações foram utilizadas para "melhorar o serviço oferecido", clÁusula sempre presente no contrato. "Companhias que querem melhorar seus serviços usam a informação que seus clientes lhe oferecem, independentemente de sua política de privacidade usar a palavra 'pesquisa' ou não."

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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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