OpenGL precisa de um reboot ou será engolido pelo DirectX e Mantle, diz desenvolvedor da Valve

A chegada da API Mantle, e a resposta da Microsoft com o Directx 12, aqueceu a disputa entre as APIs grÁficas no mundo dos games. Segundo Rich Geldreich, desenvolvedor de jogos de longa data e atualmente na Valve, o OpenGL estÁ em um momento crítico e precisa mudar de rumos ou serÁ deixada para trÁs novamente.

Game Rage, renderizado em OpenGL

Geldreich trabalha atualmente nas versões de games como Dota 2 e Portal 2 para o Linux, o que inclui adaptÁ-los para o OpenGL, e listou 26 motivos que mostram a necessidade de modificações profundas no padrão aberto. De acordo com ele, o OpenGL precisa ser refeito e simplificado para conseguir manter a competição com as novas gerações de APIs.

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Para quem conhece de programação, e quiser se adentrar mais nos detalhes das mudanças sugeridas por Geldreich, podem conferir este post em seu blog pessoal. Em termos gerais, ele sugere uma restruturação em diversos aspectos do código, para atualizar uma API grÁfica com mais de 20 anos de legado e que precisa mais que uma simples atualização para se manter na disputa do mercado. Ela precisa ser reorganizada do zero de forma mais eficiente e, principalmente, clara, para conseguir atrair programadores interessados em desenvolver nela.

Rich deixou claro que esta é sua opinião pessoal, e não estÁ relacionada com a postura da Valve. Ainda assim, a questão é sensível para a empresa: como o SteamOS é baseada em Linux, os games para as Steam Machines são baseados em OpenGL. A própria Valve saiu contando vantagem que o jogo Left 4 Dead 2 estava rodando melhor nesta API do que em DirectX, mas nada mais foi comentado após os anúncios da Mantle e do DirectX 12.

Ninguém sabe qual das APIs se sairÁ melhor nesta guerra de APIs, e até no Adrenaline temos uma disputa acirrada: em nossa enquete, os quase 1500 votos praticamente dividiram em quantidades iguais as nossas apostas para o futuro.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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