A disputa entre Rússia e EUA pode sobrar para o seu GPS

Desde a invasão da Ucrânia e posteriores sanções por parte dos americanos, a relação andou "azedando" entre Rússia e Estados Unidos. Como forma de retaliar "ao Ocidente", o governo russo estÁ planejando cortar a cooperação em diversas Áreas da pesquisa espacial.

Uma das primeiras afetadas seria a estação espacial. O Primeiro Ministro Dmitry Rogozin jÁ afirmou que a Rússia não tem intenção de renovar o contrato além de 2020: "Estamos muito preocupados em continuar a desenvolver tecnologia de ponta com um parceiro não confiÁvel como os Estados Unidos, que politiza tudo", afirmou Rogozin. A Rússia também jÁ ligou o sinal vermelho para a venda de foguetes para os americanos, algo que terÁ grande impacto em ações como lançamento de satélites.

E falando em satélites, este conflito pode impactar até mesmo a nós: a Rússia também deu sinais que não irÁ mais cooperar em algo presente em nossos gadgets: o GPS. O sistema de posicionamento global  utiliza satélites para definir a localização do gadget, sendo que estes satélites precisam de bases em terra para saber onde estão e assim recalibrar sua posição.

Segundo informações da Reuters, a Rússia jÁ afirmou que irÁ fechar 11 bases terrestres de funcionamento do GPS, e irÁ negociar com os Estados Unidos a abertura, no território americano, de novas centrais para operação do Glonass, sistema de localização russo mais ou menos anÁlogo ao nosso familiar GPS. Caso as negociações não transcorram como esperado pelos russos, Rogozin foi categórico: pretendem desativar todos os equipamentos relacionados a operação do GPS em setembro, no território russo.

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Antes de ficar alarmado com esta notícia, o impacto não é tão preocupante. O fechamento das 11 bases iniciais proposto pelo governo russo não trarÁ um impacto profundo no funcionamento do GPS, mesmo na Rússia, porém tirar todas as bases de um país com dimensões continentais pode trazer seus inconvenientes. Não é algo que irÁ comprometer totalmente o sistema, mas ainda assim pode impactar na precisão, que tende a cair com menos referências em terra.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

Deve ter lançamentos como leve melhorias na mesma arquitetura

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