União Europeia quer acabar com denominação "free-to-play"

A Comissão Europeia Â– o braço executivo da União Europeia Â– estÁ considerando acabar com a denominação "free-to-play" no continente. O problema é que, segundo a UE, a denominação "free-to-play" pode confundir os consumidores, jÁ que aplicativos desse tipo possuem opção de compras internas.

Na quinta-feira e na sexta-feira, representantes da comissão se encontrarão com representantes da indústria dos games, para discutir a situação. Com isso, é possível que, em breve, a denominação "free" seja usada apenas em games que sejam completamente gratuitos, pelo menos na Europa.

"Desinformar consumidores é, claramente, o modelo de negócios errado e também vai contra o espírito das regras de proteção ao consumidor da União Europeia", defende Viviane Reding, comissÁria europeia de justiça.

As estimativas são de que a indústria de aplicativos de smartphones emprega cerca de 1 milhão de pessoas na Europa, e gera cerca de US$ 83 bilhões em vendas por ano. Porém, anÁlises sugerem que a maior parte dessa renda vem do modelo conhecido como "free-to-play".

"Para a economia de aplicativos se desenvolver em seu pleno potencial e continuar inovando, consumidores precisam confiar nos produtos", diz um comunicado da Comissão Europeia. "Atualmente, mais de 50% do mercado de games da União Europeia consiste de jogos que são anunciados como 'free', porém, frequentemente, contém compras internas, que muitas vezes são caras", completa o comunicado.

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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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