Além de não ter composto músicas de RE, Samuragochi confessa que não é mais surdo

Mamoru Samuragochi, muitas vezes considerado um "Beethoven contemporâneo", assumiu em uma carta enviada ao The New York Times que, na verdade ele não é mais surdo. Este é mais um escândalo na carreira do compositor que jÁ assumiu também não ter escrito algumas de "suas" mais famosas composições, como trilhas de games como Resident Evil e Onimusha.

O compositor japonês perdeu progressivamente a audição ao longo da carreira, e teria começado a contratar um ajudante não identificado para continuar seus trabalhos em meados de 1996. Mesmo após perder completamente a audição, Samuragochi (ou seu auxiliar não identificado) continuou a compor, algo que somado a qualidade de suas composições, levou ao apelido de "Beethoven japonês".

Agora, na carta enviada ao jornal americano, Samuragochi assumiu que recuperou parte de sua audição nos últimos três anos. A carta de oito pÁginas, redigida por seu advogado, afirma que "recuperei [a audição] em um nível que é possível pedações de palavras quando alguém fala claramente e de forma lenta próximo ao meu ouvido, ainda que o som seja abafado". Samuragochi também afirmou que é incapaz de ouvir qualquer som, em dias em que sua condição física não é ideal. O compositor admitiu também ter sido negligente ao não informar seus fãs sobre esta mudança em sua condição.


Symphony No. 1, "Hiroshima"

Além de seus trabalhos na composição de trilhas para filmes e jogos, Samuragochi tem entre seus trabalhos mais notÁveis a Sinfonia nº 1, "Hiroshima", obra que seria usada pelo atleta olímpicojaponês Daisuke Takahashi em sua performance nas Olimpíadas de Inverno em Sochi mas que, ao estourar o escândalo sobre a autoria das obras de Samuragochi, decidiu trocar a música. Mamoru Samuragochi não revelou quem foi o profissional que ele contratou, muito menos quais obras foram realmente feitas por ele e quais foram por seu "compositor fantasma".

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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