"Consoles não poderão ter gráficos melhores que PC", diz vice-presidente da Nvidia

"Não é mais possível que um console tenha melhores grÁficos que um PC". Essa declaração é do vice-presidente da Nvidia, Tony Tamasi, em entrevista ao site PC Power Play. Segundo ele, o motivo é a capacidade de investimento de sua empresa, que ele diz investir US$1,5 bilhão por ano em pesquisa e desenvolvimento de grÁficos, o que equivale a US$10 bilhões durante o ciclo de vida dos consoles.

Tony Tamasi, o vice-presidente da Nvidia

"A Sony e a Microsoft simplesmente não podem gastar essa quantidade de dinheiro", diz Tony Tamasi. "Nós podemos investir tanto graças a economia de escala, jÁ que vendemos centenas de milhões de chips, completa". Ele fala que na época do PlayStation 1 ou do 2, não existiam placas de vídeo muito boas para PC, e por isso o PS2 era inclusive mais rÁpido que a média dos computadores da época.

E ele continua, ao falar que no tempo em que o Xbox 360 e o PS3 foram lançados, ambos tinham a mesma qualidade de um PC médio. Mas, segundo ele, agora a história é diferente, e tanto Nvidia quanto AMD estão trabalhando com as arquiteturas mais eficientes nas suas placas de vídeo para PCs. "Você não vai conseguir nada que seja mais eficiente em termos de energia num consoles", diz Tony Tamasi.

O vice-presidente da Nvidia diz que é impossível um console que tenha que trabalhar com 200W a 300W para todos seus componentes bata um PC que gasta 250W apenas na GPU. Mas ele fala que, apesar dessa diferença, a arquitetura semelhante a um PC que se verÁ nos consoles next-gen serÁ uma vantagem para quem joga no computador. "Cerca de 80% do trabalho [dos desenvolvedores] agora pode ser usado em todas as plataformas", garante Tony Tamasi.

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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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