Microsoft compra a divisão de dispositivos e serviços da Nokia por € 5.44 bi

A Nokia e a Microsoft, que jÁ andavam bem próximas desde a parceria que assinaram em 2011, irão se aproximar ainda mais: a gigante de Redmond irÁ pagar 3.79 bilhões de euros para adquirir os negócios da finlandesa, e mais outros 1.65 bilhões de euros por todo seu portfólio de patentes, o que gera um total de aproximadamente R$ 17 bilhões. A aquisição serÁ finalizada no primeiro trimestre de 2014, e todos os funcionÁrios da companhia serão remanejados para a Microsoft (inclusive Stephen Ellop, que vem surgindo como possível candidato ao cargo de novo CEO).

Com esta aquisição, a desenvolvedora do Windows Phone passa a ter controle sobre a principal fabricante de aparelhos com este sistema. Aproximadamente 80% dos aparelhos WP são da linha Lumia, produzidos pela Nokia. Apesar desta união, a Microsoft prometeu não transformar isto em um "nepotismo", deixando de dar suporte a outras fabricantes, e usou como exemplo a aquisição da Motorola pela Google.

Além da linha Lumia, outros aparelhos inclusos foram os Ashas, dispositivos de entrada desenvolvidos pela finlandesa e com grande presença em mercados emergentes. A Microsoft usarÁ esta popularidade dos Ashas para tornÁ-los "dispositivos de entrada" para o mundo Windows Phone.

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A Nokia não deixou de existir, porém seu campo de atuação ficou bastante limitado: a empresa não inclui na venda sua Área de infraestrutura de telecomunicações Nokia Siemens (NSN), o serviço de geolocalização HERE e também o Advanced Technologies, "braço" da finlandesa que tem como objetivo principal desenvolvimento e patenteamento de tecnologias inovadoras.

As duas empresas seguirão com diversas mecanismos de cooperação. A Microsoft irÁ pagar uma quantia fixa para o uso da tecnologia HERE nos aparelhos Windows Phone, ajudando a gerar receita para a "nanica" Nokia. A finlandesa também passa a contar com todo o portfólio de tecnologias da Microsoft.

Com esta aquisição, a Microsoft passa a ter o controle de toda a criação de um smartphone, desde o SO até o hardware, semelhante ao que vemos em empresas como a Apple e a Blackberry. No acordo, não hÁ nenhuma menção a lançamentos de novos Lumias, o que pode indicar que os dias da Nokia, como marca de celular, podem ter acabado.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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