Ministério Público processa Samsung por más condições de trabalho em Manaus

A Samsung estÁ sendo processada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que entrou com uma Ação Cívil Pública contra a empresa. A alegação é de que os trabalhadores da fÁbrica da multinacional na Zona Franca de Manaus enfrentam mÁs condições de trabalho. O MPT cobra uma indenização de R$250 milhões da Samsung por danos morais coletivos.


As irregularidades alegadas pela MPT são as jornadas exaustivas enfrentadas pelos trabalhadores - que chegam a até 15 horas diÁrias - ritmo de trabalho incompatível com a saúde dos funcionÁrios, falta de pausas para recuperação da fadiga. Outros problemas incluem exigência de horas extras habituais, a empresa não conceder um descanso semanal remunerado, trabalho em dias de feriado e falta de planejamento do posto de trabalho para a posição sentada. 

Segundo os procuradores, apenas no ano de 2012 cerca de 2 mil trabalhadores da fÁbrica tiveram que faltar ao trabalho por um período de até 15 dias por causa de problemas de saúde - como tendinite, bursite e lesões na coluna. Um dos funcionÁrios disse que sentia dor nas pernas por ter de ficar até 10 horas de pé sem sentar.

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A fÁbrica, inaugurada em 2011, é a segunda da empresa e emprega cerca de 6 mil trabalhadores

Em entrevista à BBC Brasil, um porta-voz da Samsung disse que a empresa vai analisar o processo e irÁ cooperar com as autoridades brasileiras assim que for notificada. "Estamos comprometidos em oferecer aos nossos colaboradores ao redor do mundo um ambiente de trabalho que assegura os mais altos padrões da indústria em relação à segurança, saúde e bem-estar", disse ele.

A procuradoria montou uma tabela, que compara o ritmo acelerado com que os trabalhadores da fÁbrica de Manaus trabalham com o filme Tempos Modernos (1936), de Charles Chaplin. Isso porque, segundo a ação do MPT, um funcionÁrio tem apenas 65 segundos para montar uma TV, enquanto o próximo trabalhador tem 4,8 segundos para colocÁ-la na caixa. JÁ para montar um "dumb phone", o tempo é de 32 segundos, enquanto um smartphone fica na faixa de 2 minutos. Além disso, os trabalhadores fazem três vezes mais movimentos repetitivos por minuto do que o limite para evitar problemas de LER (lesões por esforço repetitivo). Via BBC Brasil.

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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

Deve ter lançamentos como leve melhorias na mesma arquitetura

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