Hands-on: Total War: Rome II, na E3 2013

Diferente de outros games que testamos no estande da Sega, como Sonic Lost Worlds e Company of Heroes 2, não foi permitido que fizéssemos um hands-on em vídeo do jogo Total War: Rome II , nova versão de um dos games mais populares da franquia Total War. Apesar disto, a apresentação feita no evento, e a "colherzinha de chÁ" que ganhamos, ao podermos jogar uma batalha, jÁ é o bastante para que possamos passar nossas impressões do game.

Na primeira etapa, conferimos mapa da campanha, sem poder controlar o game. O cenÁrio recebeu uma serie de melhorias, com grÁficos superiores ao último game da franquia lançado, o Shogun II, e bem acima do visto no primeiro game (claro, afinal "Rome: Total War" é de 2004). Houve um grande cuidado com os detalhes, por parte da desenvolvedora, The Creative Assembly, em recriar as varias paisagens da Europa e os trechos de Ásia e África, presentes no modo campanha. Muitas das evoluções da franquia, ao longo dos anos, foram incorporadas a Rome II, como o crescimento das cidades, relações comerciais e diplomÁticas entre nações e o controle sobre a satisfação da população. SerÁ possível, por exemplo, abrir uma "temporada de festividades" em uma província, o que impacta no aumento da alegria do povo no local ao longo dos turnos, mas também afeta de forma negativa a economia.

Alguns pontos específicos do mapa trazem benefícios para suas províncias, como as Pirâmides do Egito, que trazem arrecadação bônus por atrair turistas (desde aqueles tempos), e são bem visíveis no mapa da campanha. Ao usarmos o scroll do mouse para nos distanciarmos ao mÁximo, fazendo o tradicional movimento de aproximar e afastar a câmera, a interface muda para uma visão simplificada do mapa, algo bem interessante para compreendermos o contexto em game com grande complexidade visual  por conta da geografia detalhada do cenÁrio e diversos personagens e cidades posicionados na tela.

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A segunda parte da demonstração foi mais interessante, pois comandando uma tropa da família Julia, de Roma, pudemos travar uma batalha contra os egípcios. O game mantém a forma tradicional da franquia: temos um mapa onde administramos as cidades, a economia e as tropas e, quando um conflito acontece, alternamos para um estilo de jogabilidade com estrategia em tempo real, jogando com as tropas que você possui no combate. A fórmula de sucesso de outros games da série Total War foi mantida, pois detalhes como posição geogrÁfica no mapa, moral das tropas e até mesmo o seu cansaço impactam no resultado das batalhas.

Na batalha que pudemos testar, o jogador comandava as tropas romanas em uma posição baixa, no ataque a tropas egípcias menos preparadas mas em vantagem por estarem no topo de uma montanha. Além deste contingente, os egípcios possuem reforços a caminho, que entrarão no campo de combate ao longo da batalha.

Neste combate pudemos conferir uma novidade deste Rome: embarcações romanas trazem tropas adicionais, que podem atacar as tropas inimigas por um flanco após abater a esquadra egípcia presente no rio. Apesar de barcos estarem presentes em games anteriores, esta é a primeira vez que podemos fazer uma combinação complexa de combate marítimo e terrestre, pois em games anteriores, como Empire: Total War, você travava batalhas na terra ou na Água, mas nunca ambos combinados.

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Os comandos e a interface são as jÁ bem familiares aos fãs da franquia, com basicamente o mesmo posicionamento das informações na tela e os mesmos botões para realizar as ações. Algumas poucas modificações buscaram mostrar dados das tropas de forma mais simples, e caso o jogador afaste ao mÁximo o mapa, com o scroll, temos um esquema semelhante ao do mapa da campanha, onde as imagens são simplificadas para melhor entendimento da batalha.

Iniciei a batalha tentando tomar o rio, para criar uma pressão no flanco das tropas egípcias, e então me lembrei o motivo de eu não gostar da inclusão dos barcos no jogo: sou péssimo com eles, e acabei por perder todas as minhas tropas e embarcações presentes no rio. Não entenda mal: as batalhas marítimas enriquecem muito a estrategia e o realismo do game, eu e que não sei brigar na Água.

Sem possibilidade de receber ajuda pelo flanco, avancei as tropas morro acima, para atacar os egípcios firmes em suas posições pela frente. Então sou apresentado a uma novidade: as armadilhas. Com a vantagem do terreno, as tropas inimigas criaram um sistema de gigantescas pedras em chamas, que foram soltas morro abaixo e causaram varias baixas em minhas tropas em seu caminho.  Ótima adição ao jogo, péssima novidade para os meus soldados.

Quando o combate corpo-a-corpo começou, vemos que Rome II agrega todas as evoluções da franquia deste a última vez que foi tematizada nos tempos romanos, com um combate complexo que envolve desde o posicionamento, deslocamento e moral das tropas, combinadas ao uso de diversos tipos de combatentes, desde soldados de baixo treinamento, como escaramuçadores, até cavalaria e infantaria pesada. As animações e os deslocamentos dos personagens, e a forma como os grupos se comportam ao longo da luta, não apresentam grande evolução comparados ao Shogun II, mas com certeza são um salto e tanto comparado ao comportamento estranho, principalmente pela forma esquisita de se mover, do game original de 2004.

Apesar do desastre de meu ataque pelo rio, em terra consegui compensar a minha incompetência, e tomei a posição dos egípcios. Ai entra em cena outro elemento importante desta franquia: tropas que estavam próximas, no mapa da batalha, também podem participar do confronto, mas naturalmente chegam com um atraso. Reorganizo o restante das minhas tropas que realizaram o assalto à colina(com sérias baixas e um tanto cansadas), e reorganizo para encarar os reforços inimigos. Quando as tropas egípcias começavam a subir o morro, os funcionÁrios responsÁveis pelo booth do game avisam que o tempo da demonstração havia terminado. Vou ficar sem saber se venceria.

O jeito e jogar a batalha novamente dia 3 de setembro, data que este game exclusivo para PC serÁ lançado.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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