Celulares não causam interferência em aviões, afirma associação

Quem jÁ viajou de avião deve se lembrar do momento em que a tripulação pede que todos os equipamentos eletrônicos, inclusive celulares, sejam desligados. O motivo para a restrição é que esses aparelhos causariam interferências no sistema de controle da aeronave.

Essa teoria, porém, não é correta. Pelo menos no entendimento da Associação de Telecomunicações Móveis da AustrÁlia (ATMA), que emitiu um comunicado discutindo algumas afirmações sobre os supostos perigos da telefonia móvel.


 

A ATMA disse que "não hÁ evidências" de que, dentro da cabine de passageiros, os celulares possam interferir nos sistemas da aeronave. A associação acrescentou que nenhuma regulamentação do governo impõe às companhias aéreas restringir o uso de telefones.

"Aviões modernos são projetados para atender a rigorosos padrões internacionais de segurança, incluindo a abrangente proteção de sistemas eletrônicos e de fiação dos aviões", disse o CEO da ATMA, Chris Althaus. 


Mesmo assim, a associação aconselha que os passageiros ajam de acordo com as políticas Áreas. "Esses requisitos de proteção são destinados especificamente para evitar a interferência eletromagnética. Na verdade, as aeronaves rotineiramente lidam com grandes fontes de energia eletromagnética, tais como sistemas de radar do aeroporto de alta potência", completou Althaus.

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É bom mesmo seguir os conselhos do CEO, ao menos para garantir. Um estudo divulgado em 2011 pela Associação Internacional de Transporte Aéreo, documentou 75 incidentes que podem ser causados por interferências de celulares e outros eletrônicos. Na dúvida, é melhor mesmo desligÁ-los.

Postos de gasolina
Outra preocupação relacionada ao uso de celulares é a possibilidade de causar explosões em contato com o combustível. Sobre isso, a ATMA diz que "a quantidade de energia de radiofrequência emitida por telefones portÁteis modernos é muito baixa para causar uma faísca, o que poderia inflamar a gasolina."

"A preocupação com o uso do telefone celular em postos de gasolina foi baseada na crença de que havia um risco da bateria ser desconectada do aparelho e causar uma faísca, o que poderia inflamar o combustível - embora ninguém possui qualquer prova crível para apoiar esta opinião", completou a associação.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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