Na América Latina, 42% das empresas sofreram perdas com dispositivos móveis

Empresas que aderem aos dispositivos móveis e sabem gerenciÁ-los e tomam cuidado com os riscos, estão obtendo um crescimento da receita quase 50% mais alto do que as tradicionais, segundo o estudo "A Situação da Mobilidade 2013" da Symantec. Apesar dos benefícios, essas companhias têm mais custos e mais incidentes de segurança.

Conforme a pesquisa, 42% das empresas da América Latina jÁ sofreram perdas de dados da organização, de colaboradores ou de clientes, decorrentes do uso desses dispositivos.

Para Luiz Faro, especialista em mobilidade e gerenciamento de Endpoints da Symantec, existem vÁrios fatores que levam à perda de dados. "Primeiro, é a perda física, que ocorre quando o usuÁrio perde o aparelho e não o protege por senha nem dificulta o acesso", afirma. "No caso do Android, especialmente, hÁ a ameaça dos aplicativos maliciosos. Outro perigo é quando o funcionÁrio resolve usar coisas em seu dispositivo que a empresa não tem controle."

Na pesquisa, a Symantec identificou dois tipos de empresas: as "inovadoras", que abraçam a mobilidade imediatamente, e as "tradicionais", que relutam em implementÁ-la. Na América Latina, 32% das inovadoras estão apostando em mobilidade, motivadas por fatores profissionais, e estão obtendo benefícios, enquanto as tradicionais demoram mais para aderir e estão tendo menos custos e menos benefícios.


Entre os inovadores latinoamericanos, 56% afirmam que os benefícios valem os riscos. Dentro desse grupo, 49% dos dispositivos são comprados pelas próprias organizações. Quanto à política de permitir o uso dos dispositivos pessoais dos funcionÁrios, Faro ressalta que é uma questão de opção. Nesses casos, porém, é preciso uma política diferenciada. "Se um funcionÁrio deixa a empresa, por exemplo, ela precisa saber como tirar os dados corporativos desse dispositivo", ressalta.

Entre as medidas para reforçar a segurança, Faro recomenda que a empresa tome cuidado para não restringir demais o uso desses dispositivos. "O usuÁrio quer usa dispositivos móveis, então ele vai dar um jeito de fazer isso por conta própria, e aí a empresa não tem controle sobre isso", explica. O ideal é elaborar uma política que leve em conta as necessidades da corporação, o que ela quer que os funcionÁrios utilizem e em que condições. O uso de senhas fortes também ajuda a diminuir os riscos.

A Pesquisa 2013 sobre o Estado da Mobilidade da Symantec representa as experiências de 3.236 empresas de 29 países, 312 delas da América Latina. Foram entrevistados responsÁveis por TI — profissionais de nível sênior, no caso das empresas de grande porte, ou um técnico, nas PMEs. As respostas vieram de empresas com no mínimo cinco até mais de 5 mil funcionÁrios.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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