Apple perde o direito de usar o nome "iPhone" no Brasil

A Apple perdeu o nome iPhone para a Gradiente, que lançou uma linha de smartphones com o mesmo nome em meados de dezembro. A próxima edição da Revista da Propriedade Industrial do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) sai amanhã (05/02) com a decisão, mas o jornal O Globo jÁ adiantou as informações.

Conforme a publicação, o INPI confirmou que todos os pedidos da Apple para uso da marca no Brasil, referentes a especificações que lembrem celulares, serão rejeitados. A americana entrou com 11 pedidos, entre eles "dispositivos eletrônicos digitais móveis", "projetos de desenvolvimento de hardware e software", "computador e periférico" e do aplicativo "Find My iPhone".

A IGB Eletrônica, da Gradiente, obteve o direito exclusivo sobre telefones com o nome "iPhone" em janeiro de 2008. A companhia, no entanto, entrou com o pedido em 2000, sete anos antes do lançamento do primeiro iPhone. A Apple, posteriormente, também solicitou ao INPI o direito sobre a marca iPhone para diversos segmentos.

Ainda segundo O Globo, hÁ dois anos, a Apple conseguiu autorização para usar a marca iPhone em "artigos de vestuÁrio, calçados e chapelaria" e manuais de instrução. Mas os pedidos referentes a produtos que podem conflitar com o conceito de celular ainda não tinham sido completamente examinados pelo INPI até agora.

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A Apple preferiu não se pronunciar sobre o assunto. A linha Iphone da Gradiente foi inaugurada em dezembro com o lançamento do Neo One, modelo com tela de 3,7 polegadas, câmera de 5 megapixels e Android 2.3.4. O aparelho é vendido por R$599.

UPDATE: A publicação da decisão do INPI, prevista para hoje (05/02) foi adiada para o dia 13/02 para que o parecer possa ser publicado junto com outros pedidos realizados pela Apple. O órgão garante, no entanto, que não existe a possibilidade de mudança na decisão jÁ tomada.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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