Advogados da Samsung acusam jurado de ter omitido informações no tribunal

Em sua tentativa de revanche após a derrota no julgamento de violação das patentes do iPhone e do iPad, a Samsung foi além e acusou o presidente do júri popular no julgamento, Velvin Hogan, de ter escondido informações. Nos documentos da apelação, os advogados observam que Hogan não mencionou que fora processado pela Seagate Technology, empresa que tem parte de suas ações pertencentes à Samsung.



O site Ars Technica informa que, por ter perdido o processo para sua antiga empregadora, a Seagate, e ser obrigado a devolver dinheiro, o jurado e sua mulher tiveram que declarar falência. Isso aconteceu na década de 1990, em um caso que envolvia um empréstimo para pagamento de hipotecas.

Neste novo processo, os advogados utilizaram as declarações de Hogan em entrevistas cedidas a jornais, sites e canais de TV. No documento, eles afirmam que o silêncio do jurado sobre a multa paga à Seagate não "sincronizam" com declarações que deu ao site The Verge, como a seguinte: "exceto pela minha família, esse [a participação no júri] foi o ponto alto da minha carreira... posso dizer que até da minha vida." O agora ex-presidente do júri é engenheiro e inclusive possui uma patente em seu nome relacionada a uma forma de compressão de vídeo.

A acusação também nota que Hogan declarou, em entrevista, que patentes de design são baseadas "no visual e na sensação" dos aparelhos, e que layouts anteriores a uma patente devem ser "intercambiÁveis" para invalidÁ-la. "Estes padrões estranhos e incorretos não foram utilizados no tribunal", alegou a Samsung no processo.

Hogan foi entrevistado hoje pela Bloomberg sobre a acusação, e disse ao site que declarou ao tribunal tudo o que lhe foi perguntado. As instruções, segundo o engenheiro, pediam que ele informasse sobre os processos em que esteve envolvido nos últimos 10 anos, e ele fora processado pela Seagate em 1993. "Se fosse uma pergunta aberta, sem o limite de tempo, é claro que eu teria divulgado isso," garantiu Hogan, acrescentando que respondeu a todas as perguntas que a juíza fez. "A Samsung teve todas as oportunidades para me questionar."

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Além das acusações em relação a Hogan, a Samsung pediu que a Justiça reduzisse sua multa - de mais de US$ 1 bilhão -, em 95%. O argumento tem como base um estudo que identificou "apelo visual" como razão decisiva para apenas 5% das pessoas que compram celulares. O Ars Technica diz que argumentos parecidos foram feitos durante o julgamento, portanto a redução provavelmente não serÁ aceita.


Velvin Hogan, acusado de omitir informações ao júri

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  • Redator: Tulio Kruse de Morais

    Tulio Kruse de Morais

    Desmonstrando pouco talento para o esporte desde a primeira infância, encontrou consolo para o fracasso no Megaman do NES. Atualmente estuda Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina e procura avidamente por ferramentas digitais que melhorem seu desempenho na apuração.

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