Identificador de chamadas Bina é reconhecido como invento brasileiro

Se você pode saber quem estÁ telefonando antes de decidir atender a chamada, isso é graças ao mineiro Nélio Nicolai, de 72 anos. A 2ª Vara Cível de Brasília o reconheceu como inventor do Bina, o sistema que identifica chamadas em telefones fixos e celulares, após um processo judicial que se arrasta por mais de 20 anos. Esse é o segundo invento brasileiro que foi efetivamente universalizado, atrÁs apenas do avião, de Santos Dumont.

Com a decisão, Nicolai tem direito a receber 25% do valor cobrado pelo serviço das empresas que o adotam. A primeira companhia julgada pelo caso foi a Vivo, o que abre um precedente para outras ações movidas pelo inventor. Caso vença a maioria delas, o brasileiro pode virar multibilionÁrio.

O tribunal ainda precisa julgar os recursos do caso, portanto, o pagamento da indenização estÁ suspenso temporariamente. Mesmo assim, Nicolai acredita "que a justiça começou, enfim, a ser feita", conforme declarou em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo.

"Fui até mesmo ridicularizado por advogados, autoridades e jornalistas. Mas jamais perdi de vista esse direito, que não é só meu, mas do povo brasileiro, privado dos royalties milionÁrios que os meus inventos proporcionam às multinacionais que o usam sem pagar", contou o inventor.


As multinacionais chegaram a se unir para tentar anular a patente do invento de Nicolai / Foto: Wilson Pedrosa/AE

- Continua após a publicidade -



Nicolai inventou a primeira tecnologia do Bina em 1977, quando trabalhava na Telebrasília. A empresa, conforme o inventor, recusou-se a ajudar no registro da patente. Após sua demissão, em 1984, a sua invenção começou a ser comercializada.

No Brasil, o Bina custa a cada assinante R$ 10 por mês. Além disso, existem 256 milhões de celulares com esse serviço no País, o que resulta em um faturamento mensal de R$ 2,56 bilhões.

Assuntos
Tags
  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

Deve ter lançamentos como leve melhorias na mesma arquitetura

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.