Usar smartphone no banheiro e igrejas é hábito comum entre os brasileiros, revela estudo da Intel

Para entender melhor como os brasileiros compartilham informações na internet e diagnosticar os hÁbitos mais inusitados das pessoas enquanto usam seus celulares, tablets e outros dispositivos móveis em público, a Intel e a Ipsos Observer realizaram uma pesquisa em oito países, inclusive o Brasil. A pesquisa revelou dados curiosos sobre a nascente "Etiqueta Móvel" – como as pessoas se comportam no uso de seus dispositivos móveis, e quais são seus hÁbitos na hora de compartilhar informações pela Internet.

"Na sociedade de hoje, a tecnologia móvel estÁ tornando o compartilhamento digital uma atividade diÁria, como provam os resultados da nossa pesquisa", afirma CÁssio Tietê, Diretor de Estratégia e Novos Negócios da Intel Brasil. "O mais interessante não é necessariamente o quanto a tecnologia móvel se tornou difundida, mas como são similares os motivos pelos quais compartilhamos informações, independente de nossa formação, crenças ou cultura".

O excesso de compartilhamento foi um dos maus hÁbitos identificados – com pelo menos seis entre 10 adultos e adolescentes dizendo acreditar que algumas pessoas divulgam informações além do necessÁrio nas redes sociais. Entretanto, 40% dos entrevistados admitiu compartilhar informações pessoais diversas vezes ao longo do dia. No Brasil, mais da metade dos adolescentes informaram que passam o dia inteiro compartilhando informações online, principalmente fotos – conteúdo compartilhado com frequência por 78% dos adolescentes entre 13 e 17 anos.

Outros assuntos muito divulgados pelos jovens e adultos brasileiros são esportes e música. Quatro em cada 10 adultos no Brasil compartilham informações online relacionadas a esportes. Os brasileiros também são mais propensos a discutirem músicas pela Internet. Cerca de 70% dos respondentes consomem música e divulgam suas preferências online.

Além disso, 57% dos brasileiros se sentem mais conectados às pessoas que divulgam informações sobre suas vidas e se sentem mais ligados à família e amigos por poderem compartilhar e consumir informações online via dispositivos móveis. JÁ 65% dos respondentes brasileiros disseram que um dos principais motivos que eles compartilham informações é o de expressar opinião ou fazer declarações, e mais da metade, 54%, compartilham informações para fazer novos amigos.

Brasileiros identificam hÁbitos irritantes no uso de celulares em público

Mais do que a mania de compartilhar detalhes da vida pessoal em excesso, a pesquisa identificou os "maus hÁbitos" das pessoas no uso do celular e outros dispositivos móveis em público. 95% dos brasileiros declararam que gostariam que as pessoas tivessem mais decoro no uso de seus dispositivos móveis em público, mesmo percentual que a França. A "epidemia" de mÁ educação móvel também despertou a ira dos Indonésios (98%), Chineses (97%) e Australianos (94%).

Se no ambiente online a falta de discrição é considerada mÁ educação, o mesmo se repete no mundo real. Os principais maus hÁbitos dos usuÁrios de celulares, de acordo com os brasileiros, são o uso de dispositivos com o volume muito alto (considerado altamente irritante por 62% dos entrevistados) ou falar ao telefone aos berros (59%). Outros hÁbitos altamente desagradÁveis são os de falar ou digitar enquanto dirige (53% e 49%, respectivamente) e assistir a conteúdo impróprio, como pornografia, em ambientes públicos (49%).

O uso de celulares tonou-se tão comum que o hÁbito estÁ presente até mesmo nos lugares mais inusitados. Usar dispositivos móveis para compartilhar informações é mais comum durante as férias (54%), eventos esportivos (24%), nas refeições (22%) e hospitais (20%), mas também acontece no banheiro (16%), dentro do cinema (14%), durante um encontro romântico (13%) e até mesmo em igrejas (8%) e funerais (3%);

"A etiqueta é como interagimos uns com os outros, seja pessoalmente ou online", explicou a autora e especialista em etiqueta Anna Post, do The Emily Post Institute. "Os resultados da pesquisa da Intel demonstram, claramente, que a preocupação de agora em diante não serÁ mais se compartilharemos online, mas como compartilharemos. Os dispositivos móveis nos permitem compartilhar informações em tempo real, e a etiqueta nos ajuda a decidir como compartilhar e nos conectar de maneiras positivas e que melhorem nossos relacionamentos".

Mais dados curiosos sobre o brasileiro e a Etiqueta Móvel:

Enquanto digitar no celular ao caminhar pela rua seja considerado extremamente rude em países como Indonésia, Japão e Índia, no Brasil apenas 27% dos entrevistados consideraram a prÁtica irritante.

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O brasileiro é o campeão mundial no uso de celulares para escutar música em público com o volume muito alto. 72% dos adultos com mais de 55 anos consideram a prÁtica extremamente incômoda.

22% dos adolescentes brasileiros atualizam suas redes sociais obsessivamente, vÁrias vezes ao dia. Os adultos não ficam muito atrÁs – 16% tem o mesmo hÁbito.

Os conteúdos mais compartilhados pelos brasileiros são: fotos (68%, maior média entre os oito países pesquisados), notícias do dia (49%), recomendações de compras (48%), anÁlises de produtos (47%) e esportes (41%).

Brasil e Indonésia são os países que mais discutem religião pela rede – 39% dos entrevistados postam sobre religião com frequência, em contraste com países como Japão (1%), França (3%) e AustrÁlia (8%)

Embora 28% dos entrevistados considerem o uso excessivo de abreviações nas comunicações online irritantes, 41% do total de entrevistados admitiu a prÁtica. O mesmo é verdade para erros de gramÁtica e ortografia, considerado irritantes por 42% dos entrevistados, e admitido por 30%.

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44% dos adultos admitiu que se sentem mais confortÁvel compartilhando detalhes de sua vida pessoal on-line do que em pessoa.

Os mentirosos estão à solta: 33% dos adultos admitiram ter uma personalidade on-line diferente da vida real, enquanto 23% admitiram ter compartilhado informações pessoais falsas pela rede. Os homens são um pouco mais mentirosos do que as mulheres – 26% contra 21%.

A pesquisa sobre Etiqueta Móvel e Compartilhamento Digital foi realizada nos Estados Unidos pela Ipsos Observer, a pedido da Intel, entre os dias 1 e 16 de março. Os participantes eram uma amostragem representativa de adultos dos EUA com idade igual ou superior a 18 anos (2.008), com uma margem de erro de aproximadamente 2.2 pontos percentuais, e adolescentes americanos, com idade entre 13 e 17. Um estudo posterior online foi realizado entre junho e agosto, com uma amostra nacionalmente representativa de adultos e adolescentes com idade entre 13 e 17 anos, em outros sete países: AustrÁlia, Brasil, China (apenas adultos), França, Índia, Indonésia e Japão, com base em suas populações online.

Para informações adicionais sobre a pesquisa anual da Intel sobre a "Etiqueta Móvel", visite www.mobileetiquette.com.

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  • Redator: José Hüntemann

    José Hüntemann

    Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, é fascinado por inovações tecnológicas. Gosta de internet, redes sociais, mobiles e futuro dos vestíveis. Mas o que mais lhe impressiona é a tecnologia que busca melhorar a vida das pessoas e não serve apenas como mero acessório. Nos games, é um zero à esquerda, mas está no pódio no campeonato de Just Dance da redação.

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