Menores que combinaram assassinato pelo Facebook são julgados esta semana

Lembra o podcast, de uns tempos atrÁs, que discutíamos se as redes sociais deviam ser levadas a sério? Pois em um caso na Holanda, o uso da rede social não apenas foi levado muito a sério, como resultou inclusive em assassinato. 

O "Crime do Facebook", como ficou conhecido no país, foi o assassinato de uma jovem de 15 anos, Joyce Winsei Hau, a mando de Polly W., de 16 anos, e seu ex-noivo Wesley C., de 18 anos. A motivação do crime foram comentÁrios no Facebook de Joyce, sobre supostas "escapadas" de sua amiga Polly com outros meninos.

Para executar o assassinato, combinado também pelo Facebook,  Polly e Wesley encarregaram Jinhua K., de 14 anos, da função matar a menor. Durante a ação, o pai de Polly, Chun Nam Hau também saiu ferido, na tentativa de defender a filha. Polly ficou hospitalizada por cinco dias, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. Além de confessar o crime, Jinhua afirma ter sido ameaçado de morte por Wesley e Polly, se não executasse o crime. A acusação afirma que, na verdade, o menor teria recebido uma quantia, supostamente abaixo de 100 euros, para realizar o assassinato.

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O crime aconteceu em janeiro, e esta semana iniciou-se o julgamento dos réus. A promotoria busca a punição mÁxima possível para o menor que executou o assassinato: um ano de prisão e dois anos de acompanhamento psiquiÁtrico.

O crime causou grande comoção na Holanda, e abriu uma ampla discussão sobre o uso das redes sociais, especialmente entre menores de idade. De um lado, grupos afirmam que o uso destes tipos de plataformas precisa ser bastante restrito entre os menores de idade, enquanto organizações como "Meu Filho Online" argumentam que a responsabilidade dos atos deve recair sobre os responsÁveis pelo assassinato, e não sobre o meio, e que o uso do termo "Crime do Facebook" jÁ seria uma confusão acerca de quem seriam os culpados pelo homicídio.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

Deve ter lançamentos como leve melhorias na mesma arquitetura

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