Malware invade usina nuclear iraniana e faz computadores tocarem AC/DC

Aparentemente, mais um malware entrou nas usinas nucleares do Irã para atrapalhar seu funcionamento. Cientistas reportaram à companhia de segurança F-Secure que um worm atingiu as unidades de Natanz e Fordo e conseguiu desligar a rede de automação que controla as instalações. O curioso é que os computadores também começaram a tocar a música "Thunderstruck" da banda australiana AC/DC.


Talvez "Highway to Hell" fosse uma opção mais adequada

Mikko Hypponen, chefe de pesquisas da companhia, diz no blog oficial que recebeu no último fim de semana uma série de e-mails vindos do Irã. "A rede de automação e o hardware da Siemens foram atacados e desligados. Eu só sei muito pouco sobre essas ameaças cibernéticas, jÁ que sou um cientista e não um especialista em computadores", diz uma das mensagens.

"Também havia uma música tocando em vÁrias estações de trabalho bem no meio da noite com o volume mÁximo. Acredito que era ‘Thunderstruck' do AC/DC", continua o e-mail. A mensagem, que veio da da Atomic Energy Organization of Iran (AEOI, sigla para Organização de Energia Atômica do Irã, em tradução livre) ainda diz que provavelmente os invasores usaram uma ferramenta chamada de Metasploit e conseguiram, inclusive, acesso ao VPN.

Hypponen confirma que as mensagens foram mesmo enviadas da AEOI, porém, diz não ter certeza ainda do que pensar sobre o ocorrido. "Não podemos confirmar nenhum detalhe", afirma.

Esta, aliÁs, não é a primeira vez que o especialista recebe mensagens do Irã a respeito de ameaças digitais. No mês passado, ele contou à Wired que recebeu um e-mail da Equipe de Emergências em Computadores do Irã informando sobre a descoberta do Flame, um super-malware espião criado pelos Estados Unidos e Israel com o objetivo de sabotar o programa nuclear do país.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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