"Nasce um idiota a cada minuto, isso está no código do Google", afirma escritor

Um "monstro imenso" que engana as pessoas e invade sua privacidade. Esse é o Google, na visão de Scott Cleland, ex-assessor adjunto do Departamento de Estado dos EUA para Políticas de Informações e Comunicação. Em seu livro "Busque e Destrua – por que você não pode confiar no Google", Cleland argumenta que o gigante, embora se defina como ético e "do bem", faz seus usuÁrios de bobos ao lidar com suas informações pessoais.

"Nasce um idiota a cada minuto, isso estÁ no código do Google", ironiza o autor. O UOL Tecnologia fez uma resenha do livro, que diz que o Google não deixa claro às pessoas qual o destino dos dados privados obtidos quando alguém se inscreve em qualquer de seus serviços.

"Eles dizem que não fariam nada que não fosse do interesse dos usuÁrios, enquanto cedem todos dados a anunciantes. A empresa diz uma coisa e faz outra", destaca o autor.  Cleland cita no livro dados que mostram que o Google detém quase metade de toda a publicidade online mundial.

O que agrava esse problema é o monopólio do Google sobre o mercado de buscas mundial, que corresponde a 82% das buscas em computadores e 92% daquelas feitas através de dispositivos móveis. Cleland diz que a companhia coleta 5 petabytes de informação a cada dois dias. "Isso é a quantidade total de informação online que foi criada durante todo o ano de 2000".

Outro aspecto que Cleveland destaca é a auto-promoção. Enquanto o Google mostra os resultados da pesquisa, ao mesmo tempo posiciona melhor seus próprios serviços, o que dificulta a livre concorrência. Esse tipo de atitude motivou pelo menos cinco sanções antitruste à empresa desde 2008 nos Estados Unidos.

Ainda segundo o UOL, quando questionado se esse não seria um comportamento jÁ comum entre empresas de tecnologia, Cleland disse que elas "nem de longe" se comparam ao Google, um caso "crônico".

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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