Android sofre com vulnerabilidade no WhatsApp

A ESET afirma que o número de ataques direcionados à plataforma Android cresceu ao longo do mês de maio. Segundo os pesquisadores do Laboratório da ESET América Latina, a plataforma enfrentou duas principais ameaças: uma aplicação voltada a capturar o trÁfego de dados, que aproveita uma vulnerabilidade do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp Messenger; e um novo caso de trojan de SMS.


A vulnerabilidade no aplicativo não é nova: ela foi identificada hÁ quase um ano. Porém, foi em maio que surgiu um aplicativo malicioso batizado de WhatsApp Android Sniffer, que permite a pessoas mal-intencionadas acessarem todas as mensagens trocadas pelos usuÁrios do WhatsApp em uma conexão Wi-Fi.

"A melhor forma dos usuÁrios evitarem esse tipo de ataque é não utilizar o WhatsApp Messenger em redes Wi-Fi públicas", pontua Camillo Di Jorge, country manager da ESET Brasil.

Ele lembra que, além do WhatsApp, jÁ foram identificados problemas semelhantes de criação de aplicativos maliciosos voltados a obter dados por meio da anÁlise do trÁfego de redes. "Em 2010, por exemplo, descobriu-se o Firesheep, voltado ao navegador Mozilla Firefox, que permitia obter senhas de pessoas conectadas a uma mesma conexão Wi-Fi quando elas acessavam ambientes como Facebook, Twitter e Google", acrescenta.

Cavalos-de-troia
Outro golpe detectado pela firma foi um cavalo-de-troia direcionado aos usuÁrios do Instagram. O malware tenta convencer o usuÁrio a se inscrever em um serviço Premium, no qual ele autoriza o envio de mensagens curtas de texto por preços bem acima dos convencionais.

Em maio, o sistema do Google também foi vítima do primeiro malware que utiliza estratégias de ‘drive-by-download' para Android. Trata-se de uma técnica que permite infectar maciçamente usuÁrios que simplesmente acessam um site projetado especificamente para o sistema. Quando o usuÁrio navega na pÁgina maliciosa, ele automaticamente começa a baixar a ameaça, que é identificada pelo sistema operacional como uma atualização que deve ser autorizada.

"Desde o final de 2011, a ESET tem alertado para o aumento da incidência de ataques voltados a smartphones e tablets que utilizam o Android", pontua Camillo Di Jorge. "Trata-se de um movimento natural, relacionado ao próprio crescimento no número de usuÁrios do sistema operacional para dispositivos móveis, o que chama a atenção dos cibercriminosos", complementa o executivo.

Assuntos
Tags
  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

Qual vai ser o melhor game de abril de 2020?

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.