Melhorias na latência com a plataforma GeForce GRID

O GeForce GRID da Nvidia, segunda geração de plataforma de jogos em nuvem anunciada na GPU Technology Conference (GTC) 2012, busca resolução dos problemas de latência associados à jogos em nuvem. Para o entendimento de como isso funciona, vamos dar uma olhada na latência que existe nos serviços de jogos em nuvem de hoje:


O diagrama acima compara a latência em consoles, primeira geração de solução para jogos em nuvem, com a GeForce GRID


A maioria dos jogos em console rodam a 30 quadros por segundo (fps). Isto equivale a 33 ms por quadro. Como três quadros são bufferizados, acrescenta-se cerca de 100 milisegundos de latência para a parte da renderização. O display HDMI TV adiciona 66 ms de latência. No total, leva-se cerca de 166 ms entre um comando que estÁ sendo emitido e o quadro atualizado na tela.

A latência das soluções baseadas em nuvem inclui todos os itens acima com mais três etapas adicionais. Quando um quadro é renderizado em um servidor de nuvem, ele deve ser codificado (como um vídeo), enviado através da rede e então decodificado para o cliente. Estes processos ocupam aproximadamente 30 ms, 75 ms e 15 ms, respectivamente, somando aos 120 ms para o pipeline. Esta latência extra é a principal razão pela qual a primeira geração de jogos em nuvem sofre com lag quando comparado aos jogos em um sistema local.

GeForce GRID reduz a latência de jogos em nuvem, reduzindo todos os aspectos do processamento e transmissão no pipeline. Primeiro, ele reduz o tempo de processamento de 100 ms a 50 ms. Isto é conseguido aumentando a taxa de quadros de 30 fps para 60 fps. A vantagem aqui é dupla, pois os jogadores não só tem a latência reduzida, como também recebem taxas de quadros mais altas. O resultado é uma melhorada capacidade de resposta.

Em segundo lugar, o tempo de codificação e decodificação foi reduzido graças a uma série de novos equipamentos e tecnologias de software. O NVENC, o NVFBC e o NVIFR, com suas capacidades, capturam e codificam quadros de games em 15 ms. Através disso, a latência da rede serÁ muito menor.

A primeira geração de servidores de jogos em nuvem utilizaram uma única GPU por servidor. Servidores GeForce GRID permitem que até quatro unidades de processamento (GPUs) possam ser conectados a cada servidor. Isso significa servidores mais potentes e baixo custo para o operador. Assim, os operadores podem implantar servidores em um número maior de locais, o que reduz a latência da rede, especialmente se você não vive atualmente perto de um centro de dados.


GeForce GRID tem menor latência que os serviços de nuvem existentes e consoles para jogos. A GeForce PC ainda oferece a melhor capacidade de resposta com 75 ms

O que o futuro reserva

A primeira geração de serviços de jogos em nuvem nos deu uma ideia de avanço do que estava para vir no futuro, mas para a maior parte dos gamers que jogam em PCs ou consoles, os problemas com latência, qualidade de imagem e velocidade de rede ainda hoje não têm estado no melhor nível para que os jogos em nuvem sejam apreciados pela maioria. GeForce GRID representa a próxima geração, colocando o melhor da NVIDIA GeForce na tecnologia em nuvem. Assim como os cientistas podem utilizar os servidores NVIDIA Tesla para ajudar a avançar com as descobertas, os jogadores podem agora ter acesso aos servidores GeForce GRID para jogar os últimos jogos.

A plataforma reduz drasticamente a latência de jogos em nuvem. Com lag reduzido, maior penetração de servidores de jogos e qualidade grÁfica Kepler, não é difícil imaginar que, em um futuro próximo, os jogos em nuvem serão tão onipresentes como o vídeo online. SerÁ que jogos para PC tradicional ainda estarão por aí? Certamente, para aqueles que exigem a melhor qualidade e desempenho, ainda é a melhor escolha. Mas, independentemente de você ser um gamer de PC ou console, o GeForce GRID oferece agora um novo meio para desfrutar dos seus jogos, em qualquer dispositivo, em qualquer lugar.
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  • Redator: Carolina Franco

    Carolina Franco

    Com pouca habilidade no playstation, leva surra de toda na redação. Seu vício são os games para celular e as tecnologias mobile. Desde que passou a cursar jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, descobriu nas notícias sua verdadeira vocação: escrevê-las e publicá-las agilmente.

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