Estudo estima que 81% dos brasileiros baixam conteúdo pirata

Oito em cada dez brasileiros com acesso à Internet baixam músicas ou vídeos piratas, conforme o estudo "Download de músicas e filmes no Brasil: Um perfil dos piratas online" divulgado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Os resultados foram obtidos através do cruzamento dos dados do Ipea com os do levantamento TIC Domicílios 2010, feito pelo Comitê Gestor da Internet (CGI), que identificou 68 milhões de usuÁrios regulares de Internet.

A pesquisa mostra que 81% das pessoas que acessam a Internet se consideram piratas online, termo usado pelo Ipea para definir usuÁrios que baixaram músicas ou filmes nos últimos três meses e não compraram o mesmo tipo de conteúdo no último ano. A região nordeste do país é a que concentra a maior taxa de adeptos da prÁtica, com 86%. Em seguida, aparecem o sudeste (82%), o sul (79%) e as regiões norte e centro-norte, ambas com 73%.

A classe econômica é um dos fatores que influencia o índice. Na classe A, 75% afirmaram ser piratas online. Na classe C, a porcentagem sobe para 83% enquanto os usuÁrios "piratas "das classes D a E juntas chegam a 96%. Além disso, quanto menor a escolaridade, maior a ocorrência da pirataria. Entre os que estudaram até o primÁrio, 92% afirmaram baixar vídeos e músicas. A porcentagem cai para 77% entre os usuÁrios com curso superior.

"A ausência de salas de exibição de filmes em mais de cinco mil municípios do país tende a incentivar o consumo de filmes piratas", diz o estudo. "Como a oferta de filmes é marcada pelo lançamento nos cinemas, com defasagem de algumas semanas para a oferta de DVDs e Blu-rays, os habitantes destes municípios desatendidos que não queiram esperar essas semanas para assistir ao lançamento, só têm as opções de viajar ou adquirir um produto pirata".

Outra razão para o alto índice de obtenção de arquivos de forma ilegal é a própria evolução da tecnologia. Para o Ipea, reproduzir e distribuir um conteúdo estÁ muito mais fÁcil e falta uma "barreira legal, relacionada aos direitos de propriedade de autor e conexos."

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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