Criador de Timesplitters diz que jogos de FPS não dão lucro

Não é segredo para ninguém que os jogos de tiro em primeira pessoa (FPS) são os que mais vendem atualmente. Ao que parece, contudo, não costumam dar tanto lucro assim aos produtores. Pelo menos foi isso o que disse Steve Ellis, criador de "Timesplitters" e co-fundador da Free Radical, numa entrevista à revista inglesa EDGE.


"Se não for 'Call of Duty', não dÁ lucro"


Ellis, que integrou o time de produção do aclamado "GoldenEye 007", do Nintendo 64, afirmou que esse gênero quase não traz retorno financeiro e que pouco fazem dinheiro. "Ninguém realmente compra FPS se ele não for chamado 'Call of Duty'. Até acho que 'Battlefield' conseguiu alguma coisa, mas todos os outros games do estilo perderam dinheiro", explicou.

"'Crysis 2', por exemplo, não chegou nem perto de recuperar seu custo de produção e, por causa disso, muitos desenvolvedores estão deixando de investir em FPS. Passei 2008 inteiro tentando negociar com diversas publicadoras para lançar 'TimeSplitters 4', mas não existe nenhuma vontade de tentar se afastar do modelo atual que esses jogos têm e tentar algo inovador. Todos veem como um grande risco, não dispostos a correr", criticou Ellis.



Mesmo que não rendam tanto dinheiro às produtoras, algumas ainda apostam no sucesso das sus franquias: "Call of Duty: Black Ops II" chega em 13 de novembro próximo e "Crysis 3" estreia em meados de 2013.

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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

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