Ameaças para Android se espalham disfarçadas de games com descrição em português

O ano de 2011 marcou o início de uma epidemia de novos tipos de malware para Android: só em dezembro, a Kaspersky identificou 1199 variantes para sistemas móveis, das quais 1179 são para a plataforma do Google. Agora, essas ameaças começam a se aproximar dos usuÁrios brasileiros.

Hoje, é possível encontrar aplicativos maliciosos disfarçados de jogos com descrição em português na loja brasileira do Google Play, como alerta FÁbio Assolini, analista da companhia no país. Entre eles, estão o "Jogo de Balão" e o "Homem Selvagem", desenvolvidos pela Ogre Games, por exemplo.


Ao instalar um desses jogos, o aplicativo faz alterações inesperadas no sistema operacional do smartphone, que possibilitam coletar informações pessoais da vítima e instalar um serviço de propaganda em background chamado Airpush. Além de exibir anúncios, ele baixa outros módulos maliciosos para o aparelho e obtém o número de identificação do aparelho (IMEI).

O malware ainda efetua algumas mudanças que podem ser percebidas facilmente pelo usuÁrio. Entre elas, estão a desinstalação de atalhos, alteração da tela inicial e mudanças nas configurações do aparelho, além do aumento do trÁfego de Internet. Esses aplicativos costumam também alterar a pagina inicial do navegador e coletam os favoritos gravados, enviando aos desenvolvedores, atuando como um verdadeiro spyware.



Assolini lista diversos motivos para o crescimento das ameaças para o Android, entre eles o fato da plataforma ter se tornado o sistema operacional dominante entre os usuÁrios de smartphone, o que incentiva os desenvolvedores de códigos maliciosos a mirarem os ataques contra o Android.

A farta documentação para o desenvolvimento de códigos e o carÁter aberto da plataforma também contribuem para o cenÁrio. Donos de smartphone baseados em Android podem instalar aplicativos de qualquer origem e qualquer desenvolvedor pode hospedar seus aplicativos na loja oficial, sem muito esforço. E isso facilita a vida dos cibercriminosos.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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