NVIDIA detalha a revolução das GPUs durante a Campus Party

Antes, os grÁficos 3D poligonais exibiam personagens "quadrados" e sem muito realismo (quem não se lembra de "Virtua Fighter", uma revolução para a época?). Hoje, mal dÁ para distinguir a realidade de um game. Um grande avanço em um espaço de cerca de duas décadas. As placas de vídeo são as grandes responsÁveis por esse salto e foi para falar sobre isso que o gerente de vendas da linha Tesla da NVIDIA para o Cone Sul, Arnaldo Tavares, subiu ao palco "Entretenimento Digital" da Campus Party Brasil 2012.

Na ocasião, o executivo traçou um breve histórico sobre as GPUs da marca que, hoje, não são apenas responsÁveis por entregar o realismo aos games como também para auxiliar profissionais a realizar avanços na ciência.

Para quem ainda duvida da relevância dos games, Tavares mostrou que os maiores lançamentos do segmento superaram os grandes blockbusters do cinema nos últimos três anos, chegando a chamÁ-los de "oitava arte" - jÁ que "ultrapassaram a sétima, que é o cinema".

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O grande foco da palestra, porém, foram as aplicações profissionais das GPUs. Tavares explicou que o segmento profissional da NVIDIA, a família Quadro, é a mais indicada nesses casos, embora muitos profissionais ainda prefiram trabalhar com GeForces, especialmente modelos com mais memória. "A principal diferença entre elas é que a GeForce foi feita para trabalhar com DirectX, ou seja, os games, e a Quadro trabalha com aplicações em OpenGL", explicou. "Por isso, mesmo com menos memória, uma placa de linha Quadro serÁ mais eficiente nesse tipo de aplicação".

Supercomputadores e ciência
Graças ao trabalho em conjunto dos processadores com as placas de vídeo, é possível tornar supercomputadores acessíveis a um grande número de pesquisadores e especialistas. Para ilustrar como funciona essa colaboração, Tavares fez uma analogia com a entega de pizzas. "O processador trabalha em um modelo serial e as placas de vídeo operam de forma paralelizada", destaca. "É como se o processador precisasse entregar as pizzas uma por uma em cada casa, enquanto a GPU leva mini-entregadores para todas as casas", compara. Enquanto o processador é importante para coordenar a mÁquina e trabalhar serialmente, a GPU oferece a rapidez quando se exige a paralelização.

Segundo Tavares, essa colaboração permite que os aplicativos rodem até dez vezes mais rapidamente, além de reduzir o consumo de energia. O executivo citou um exemplo bem perto de nós: a Petrobras, que, ao utilizar o modelo de CPUs+GPUs conseguiu reduzir o consumo de energia do seu datacenter em 90%.


Três dos cinco supercomputadores mais rÁpidos do mundo usam GPUs Tesla

Supercomputadores como esses, equipados com GPUs Tesla, permitem simulações que não são possíveis na vida real, auxiliando pesquisadores a conquistar muitos avanços na ciência e medicina. Entre os exemplos, estão a simulação do ciclo de vida do vírus da gripe suína, o H1N1; o sequenciamento do genoma humano e a descoberta de novos medicamentos através da simulação de reações químicas.

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O futuro dos games
Tavares disse que estamos apenas no começo da revolução das GPUs e que a capacidade delas continuarÁ subindo exponencialmente ao longo dos anos. Com isso, ele crê que a distância entre os consoles e os PCs só deve aumentar. "Os consoles virarão produtos de nicho. São muito fÁceis, é plugar e usar. Mas quem gosta de jogos de verdade,  high-end, vai precisar do PC. O console não tem como acompanhar essa evolução", previu.

Com tantas possibilidades com a supercomputação, surge a dúvida: no futuro, serÁ que não precisaremos de um equipamento top de linha para rodar os melhores jogos, bastando fazer um streaming de uma supermÁquina remota? Tavares diz que essa é uma tendência que jÁ começa a surgir e que, nos próximos anos, deverÁ ocorrer uma convergência, de modo que se possa aproveitar o mesmo jogo em um PC e um smartphone. Algo como reunir o melhor dos videogames e do PC em um produto que oferece a mobilidade que o usuÁrio precisa. Mas isso vai ser o tema de outra palestra, na sexta-feira. Estaremos lÁ!

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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