Grupo indiano rouba código-fonte de antivírus da Symantec

Um grupo de hackers indianos chamado "Lords of Dharmaraja" ameaça disponibilizar o código-fonte do Norton Antivirus, obtido durante um ataque aos servidores militares e de inteligência do país. Os responsÁveis, em comunicado que jÁ saiu do ar (mas ainda disponível através do cache do Google), ainda dizem que estão sofrendo com "pressão e censura extrema das agências governamentais dos Estados Unidos e da Índia".

A Symantec confirmou que o grupo obteve códigos de dois softwares, ambos voltados para o segmento corporativo, e que um deles não estÁ mais em produção.



"Um segmento do código-fonte usado em dois de nossos mais antigos produtos corporativos foi acessado, um dos quais jÁ foi descontinuado", esclarece Cris Paden, gerente-sênior de comunicação corporativa da Symantec. "Esse código tem quatro ou cinco anos de existência."

Paden garante que a brecha não ocorreu nos servidores da própria Symantec, mas sim em uma outra entidade. Porém, ele se negou a se aprofundar nesse aspecto enquanto as investigações não revelarem mais detalhes. Aos usuÁrios finais, o executivo garante que não haverÁ problemas, jÁ que os códigos roubados são de produtos específicos para empresas.

A empresa também descarta a possibilidade de vazamento de dados dos consumidores. Mesmo assim, diz estar "trabalhando para desenvolver um processo de remediação para garantir proteção a longo prazo para as informações dos clientes". A Symantec também não crê que as funcionalidades ou o nível de segurança dos softwares foi afetado pelo vazamento.

De fato, o estudo do código-fonte dos programas antivírus não é uma novidade entre os hackers e crackers. A firma de segurança Imperva explica que os algoritmos desses softwares jÁ foram analisados antes, até mesmo para que se possam desenvolver malwares que driblem os mecanismos de proteção. "Um benefício-chave para ter o código-fonte estaria nas mãos dos competidores", afirma Rob Rachwald, diretor de estratégia de segurança, no blog oficial. Mas existe outra possibilidade. "Se o código for recente e os hackers acharem vulnerabilidades sérias, pode ser possível explorar o próprio software antivírus. Mas isso é um grande ‘se' e ninguém além da Symantec pode saber quais os tipos de brecha podem ser encontradas".

Assuntos
Tags
  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

Qual vai ser o melhor game de outubro de 2020?

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.