Impacto da escassez de HDs deve durar até 2013

Algumas fÁbricas de discos rígidos voltaram a operar após as inundações na Tailândia, mas a situação para fabricantes e consumidores não deve se normalizar tão cedo. A IDC estima que as consequências da falta de HDs vão perdurar até 2013. "Acho que o período mais doloroso vai ocorrer a partir de agora até fevereiro do próximo ano", prevê John Rydning, analista da IDC especializado no segmento. "Esperamos que a situação melhore, mas as coisas não voltarão totalmente ao normal antes de 2013."



Enquanto os preços sobem para os consumidores, os fabricantes de computadores encontram dificuldades para equipar seus produtos. A Lenovo, por exemplo, nesta semana, enviou um e-mail para seus clientes corporativos avisando que estÁ sem alguns dos mais populares modelos de HDs que coloca em suas mÁquinas, como os de 7.200 rpm. Conforme o Computerworld, a empresa solicita que os compradores esperem entre 45 e 60 dias até que os discos estejam disponíveis.

Ainda segundo o site, a Western Digital foi uma das fabricantes mais afetadas pelas enchentes, tanto que a IDC estima que até 75% da sua produção estarÁ temporariamente interrompida. A Seagate, por sua vez, acredita que a produção não estarÁ normalizada antes do final de 2012.

De acordo com a IDC, a distribuição de discos rígidos no próximo trimestre ficarÁ 30% abaixo da demanda. "Acreditamos que a indústria vai enviar cerca de 120 milhões de unidades, e a demanda era de 175 milhões. Assim, você pode ter uma ideia do impacto das enchentes", explicou Rydning.

Devido à escassez dos discos, a firma de pesquisa de mercado IHS iSuppli estima que a distribuição de PCs no primeiro trimestre de 2012 serÁ 3,8 milhões de unidades inferior à previsão que a empresa tinha fornecido em agosto. "Isso irÁ contribuir para uma estimativa reduzida ao longo de todo o próximo ano", afirma. A previsão é que, com isso, o mercado cresça apenas 6,8% em 2012, contra um cÁlculo anterior de 9,5%.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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