Fundação quer estender legalidade do jailbreak a videogames e tablets

O desbloqueio de smartphones para trocar de operadora ou instalar aplicativos não aprovados jÁ é considerado legal nos Estados Unidos. Agora, a Electronic Frontier Foundation (EFF) quer que essa lei valha também para tablets e videogames, incluindo esses aparelhos como exceções à Digital Millennuim Copyright Act (DMCA, ou Lei dos Direitos Autorais do Milênio Digital).

"A tecnologia evoluiu muito nos últimos três anos, então é importante expandir essas isenções para cobrir o uso real dos smartphones, tablets, consoles de videogame, DVDs e download de vídeos", afirmou a organização em um comunicado.



Embora exista uma ampla comunidade de jailbreaking desenvolvendo soluções para iPhones, iPads e dispositivos Android, bem como para o Playstation 3 e o Xbox 360, a prÁtica é desencorajada pelas empresas. A Apple, por exemplo, mesmo com a legalidade do desbloqueio do iPhone, afirma que o processo viola a garantia do produto.

Claro que o jailbreak pode ser feito com boas ou mÁs intenções. No caso do iPhone, existem vÁrios aplicativos que só são comercializados no "mercado alternativo" de apps porque não conseguiram aprovação na loja oficial. Alguns deles permitem aos usuÁrios turbinar as funcionalidades do smartphone, incluindo recursos não existentes normalmente. Por outro lado, o processo permite a instalação de aplicativos crackeados, ou seja, piratas, embora nem todo adepto do jailbreak seja favorÁvel a isso.

Empresas de segurança também alertam para os perigos do jailbreak, que abre as portas dos aparelhos para serem atacados por malwares. Por isso, a decisão de fazer ou não deve ser tomada com cuidado e levando em conta os conhecimentos de cada usuÁrio.

A EFF levou o pedido à divisão de copyright americana. Levando em conta que seus esforços anteriores resultaram na legalidade do jailbreak de smartphones, talvez, no futuro, processos como o da Sony contra o hacker GeoHot parem de acontecer.

Assuntos
Tags
  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

Qual vai ser o melhor game de outubro de 2020?

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.