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Chega de falar de gargalo: como escolher placa de vídeo e processador

Tem um jeito melhor de definir a peça que você deve usar

Quem está encarando a dura missão de escolher as peças para um PC gamer já deve ter se deparado com o dilema do gargalo. Será que esse Core i5 gargala uma RTX 2060? Será que esse Ryzen dá conta dessa Radeon ou vou perder muito desempenho?

O termo gargalo é comumente usado para falar de uma peça que está limitando a performance de outra peça e, a verdade, é que esse não é um problema. Gargalo sempre existe e, pior, ele muda de lugar. Quer um exemplo?

Nesse gráfico temos um benchmark de Rainbow Six Siege, com processadores que vão desde um Core i3 até um Core i9, por exemplo. A baixíssima diferença entre os resultados nos indica que o gargalo (o limitador) do nosso teste é a placa de vídeo. No caso, uma GeForce RTX 3080 Ti. Sim, nosso i3 está sendo subaproveitado, hora de dar upgrade na 3080 Ti.

Mas veja o que acontece quando esse teste é repetido, mas agora na resolução Full HD e não em 4K. 

Agora o teste com o Core i3 subiu nada menos que 100fps, e o processador é o limitador é a performance do Core i3-12100F, algo evidente pelo aumento de desempenho quando temos processadores mais robustos. Mas... o sistema é o mesmo. Como o gargalo fica mudando de lugar?

Essa é a dura verdade do gargalo. Se você usar ele como filosofia de montar sua máquina, ele sempre vai existir e você vai ficar paranoico, porque ele sempre vai existir. Por mais potente que seja seu sistema, todos os componentes precisam de milissegundos para fazer seu trabalho, e sempre vai ter um que vai ser o mais lento.

Sai Gargalo, entra o "dá conta"?

Mas não adianta só destruir o que tem aí sem propor nada melhor no lugar. Se falar em termos de "CPU X e GPU Y dá gargalo" não é uma boa abordagem, qual seria? Eu tenho uma proposta para o lugar: é o "dá conta". Ela funciona da seguinte maneira: você tem uma demanda, e o que você precisa determinar é se o hardware que você tem vai dar conta dela. Quer ver como funciona? Vamos testar alguns cenários.

1- Quero jogar Red Dead Redemption 2 - e outros games de ação - em 60fps e QuadHD e qualidade Ultra

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Qual a configuração que dá conta disso? Memória RAM já vamos resolver de cara: hoje o recomendável é 16GB de RAM para games modernos. E processador?

Processador temos boas notícias: jogar o game na taxa de quadros de 60fps é mamão com açúcar, e mesmo modelos de entrada AMD Ryzen e Intel Core vão dar conta de seu objetivo com margem. Como estamos falando de médias, é sempre bom mirar em um processador com folga sobre o que é seu objetivo. Mas em Quad HD e no Ultra, como fica na placa de vídeo?

Red Dead no Ultra é pesado, e mesmo com o objetivo de rodar em 60fps, Quad HD também é bastante pixel. O resultado é que pra dar conta disso, você vai precisar desembolsar pesado. O ideal é pegar uma RTX 3060 Ti e uma RX 6700 XT, mas maneirando no ajuste gráfico uma RTX 3060 e uma RX 6600 XT também deve dar conta. Ou seja, agora vai precisar colocar uns R$ 4 mil ao menos para alcançar o nível de performance almejado.

2 - Sou fã de jogo competitivo e tenho uma tela 240Hz 1080p

Games competitivos invertem um pouco da lógica que acabamos de ver com cenário anterior. Em geral, são jogados em resoluções mais baixas, como Full HD, e os gráficos são menos exigentes que os games single-player. Abaixo temos um exemplo de CPUs que começam a atingir altas taxas de quadros:

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Como dá pra ver, para subir com margem acima dos 240fps é bom caprichar mais na CPU para garantir margem, e tecnologias mais modernas são bastante necessárias, como dá pra ver como se saem Intel Core e AMD Ryzen mais antigos.

Já em GPU, isso depende da qualidade que quer jogar. Até placas antigas ou de entrada já estão próximo do patamar dos 200fps, ou seja, só precisam mudar para a qualidade média para dar conta. Se faz questão de qualidade ultra, aí o jeito é investir um pouco mais.

OK, então como eu faço?

Os gráficos que montei são baseados na nossa base de dados, mas na hora que você for pesquisar por um componente, tem duas formas de você ver se o produto vai atender suas necessidades. A primeira são nossas análises em texto no site, e também tem os nossos vídeos de gameplay.

Veja a lista completa de análises no site
Lista de vídeos de gameplay testando componentes

Nas análises em texto temos um conjunto abrangente de cenários, então elas são ótimas para você ver se um produto vai dar conta do que você está buscando, seja para trabalho, seja para games, seja para ambos. Também costumamos dar um contexto versus produtos rivais, colocando lado a lado a performance de diferentes componentes. Já nos gameplays em vídeo temos a experiência mais "orgânica", com uma amostra na prática desses produtos em ação!

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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