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Intel Core i3-12100F: esse é o CPU de entrada pra se comprar

Processador de entrada é a melhor opção para uma máquina baratinha
Por Diego Kerber 20/02/2022 14:00 | atualizado 21/02/2022 15:12 Comentários Reportar erro

A Intel trouxe várias novidades na linha Alder Lake-S. Temos um aumento na contagem de núcleos, a introdução de cores de performance e de eficiência e aumento das frequências de operação, por exemplo. As inovações são várias, e nenhuma das que listamos chegou ao Core i3. Apesar disso, curiosamente, ele ainda é um dos melhores produtos de toda a 12ª geração Intel Core. Vamos passar nossas impressões desse que é facilmente o mais forte concorrente para quem quer montar um PC para jogar e trabalhar, mas com um orçamento limitado.


Começando pelas especificações, como já comentamos na abertura, o Core i3 não recebeu muitas das novidades da 12ª geração Core. Enquanto o Core i9 possui os oito núcleos de eficiência e oito de performance, o Core i7 mantém os oito de desempenho e reduz para quatro de eficiência e o Core i5 vem com seis núcleos de desempenho e quatro de eficiência (na versão 12600K), o Core i3 não tem núcleos de eficiência. Isso quer dizer que ele não tem uma arquitetura híbrida, e fica com apenas quatro núcleos de performance. Ou seja: ele é também um quad-core com oito threads, igual ao Core i3-10100F. 

Na comparação, nem mesmo as frequências foram alteradas, mas isso não quer dizer que não há avanços importantes no Core i3 da 12ª geração Core. Primeiro, temos nada menos que o dobro de Smart Cache, o que já traz um impacto respeitável em alguns cenários, como vamos mostrar nos testes. Outra mudança é a troca da microarquitetura. Sai os 14nm dos Ice Lake (até que enfim) e entram os 10nm que, agora, são chamados de microarquitetura Intel 7.

Outra novidade muito importante é que enfim a Intel se tornou mais flexível no suporte a frequências de memória. Sem overclock, temos suporte oficial a valores bem mais altos, chegando a 3200MHz em DDR4 e 4800MHz em DDR5. E, para quem quer tentar ir mais longe, os chipsets da linha B já suportam esse tipo de modificação, não dependendo mais exclusivamente dos mais caros chipsets da linha Z.

Para nossos testes, usamos:

- Intel Core i3-12100F
- Cooler box
DDR5
- MSI MEG Z690
- Kingston Beast @4800MHz CL38
DDR4
- ASUS Z690 TUF
- Kingston Beast @3200MHz CL16
- Fonte CoolerMaster V850
- Bancada Aberta

E o resultado de todas essas mudanças é bem perceptível. Começando pelo teste do CineBench em single-thread, vemos o grau da evolução dos Alder Lake:

Mais de 30% de aumento de desempenho em cenários de apenas um thread é um ganho respeitável comparado ao Core i3 10100F e ao Ryzen 3 3300X. Mas as coisas em multi-core ficam ainda mais interessantes:

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Com todos os threads em ação, o Core i3-12100F aumenta sua vantagem para a casa dos 40% e 50% sobre o Ryzen 3 e o Core i3-10100F, respectivamente, o que já seria bem impressionante por si só. Mas ele também se sobressai aos Core i5-11400 e o Ryzen 5 3600 com uma vantagem de 10%. Isso quer dizer que os quatro núcleos e oito threads desse modelo estão sendo capazes de bater processadores competentes que possuem 50% mais núcleos e threads, já que ambos os citados possuem seis núcleos e 12 threads.

Além disso, esses resultados não são um caso isolado. Eles se replicam por nossa bateria de testes com aplicações profissionais, que são bastante relacionadas a contagem de núcleos e threads:

Isso coloca o Core i3-12100F no patamar de uma boa opção até para quem quer montar um PC para trabalhar com edição de fotos, vídeos e render 3D, entregando mais performance que processadores que chegam a custar até o dobro do seu preço.


Mas e se você está de olho em games, vale a pena colocar o Core i3-12100F no lugar do Core i3-10100F no PC Baratinho? Se ele entrega mais performance por thread e também alta performance em multithread, não é uma surpresa ver ganhos respeitáveis em jogos. Começando por títulos de campanha:

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Mas o Core i3 também não faz feio em games competitivos, que são justamente os que precisam ( e que o jogador quer) um bom processador, capaz de empurrar taxas de quadros altíssimas. E ele entrega:

Mas nem tudo é avanço. Uma mudança perceptível é o aquecimento desse chip, que está começando a se aproximar do mesmo nível de aquecimento que modelos como o Core i5-11400F ou o Ryzen 5 5600X.

Importante destacar que no comparativo abaixo todos os modelos testados estão usando o coolerbox, exceto o 12600K, que não traz cooler na caixa. Nesse caso, foi usado o Noctua NH-U12S:

Em termos de consumo de energia, nossa bancada consome mais que o Core i3-10100F, mas fica abaixo de rivais como Ryen 3 3300X e bem abaixo dos modelos de seis núcleos AMD Ryzen e Intel Core. Isso significa uma boa vantagem em eficiência energética para ele, já que entrega mais performance que todos esses modelos listados.


Então a compra de um Core i3-12100F é a escolha certa? Tem alguns detalhes para se levar em consideração. O primeiro é que esse processador, bem como toda a família Core de 12ª geração, tem suporte tanto a memórias DDR4 quanto DDR5. Em nossos testes, vemos que ambas as tecnologias são capazes de entregar bom nível de performance, então é importante ver o custo e disponibilidade dessas memórias antes de comprar a placa-mãe, afinal é ela que irá definir qual das duas tecnologias estará disponível em seu PC.

O custo então se torna relevante, já que não são só as memórias, mas também as placas-mãe que podem estar trazendo um custo adicional alto. Colocando mainboard e diferença de custo do processador, falamos de uns R$ 1.600 no momento em que estamos pesquisando isso (15/02/2022) para montar o kit com o 12100F versus os pouco mais de R$ 1.000 para montar um Core i3-10100F. Há benefícios em desempenho, mas dependendo de seu orçamento, gastar esses 60% a mais pode não valer mais a pena do que parar no ainda competente i3-10100F.

Mas considerando a evolução natural da plataforma Intel Core de 12ª Geração, com mainboards mais acessíveis e até a melhora na disponibilidade de memórias DDR5, há muito potencial para esse processador ser a melhor escolha de uma máquina de bom desempenho e custo acessível, batendo até mesmo plataformas intermediárias de gerações anteriores.

Uma nota de rodapé rápida: incluímos alguns testes com DDR4 nos gráficos, e nesses casos estão claramente demarcados. Em geral vemos diferenças inferiores a 5% quando usamos DDR5 ou DDR4 nas configurações suportadas oficialmente pela Intel, mostrando que claramente o custo deve ser o principal fator na hora de escolher entre essas duas tecnologias, no momento.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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