Rainbow Six Extraction: um tom mais sinistro e ainda mais tático para R6 [opinião]

Jogamos 4 horas do game e contamos nossas impressões!
Por Diego Kerber 07/01/2022 12:00 | atualizado 07/01/2022 13:26 Comentários Reportar erro

Tom Clancy's Rainbow Six Siege evolui para um game competitivo com uma comunidade ativa e campeonatos regulares, mas em algum lugar dos balanceamentos do game para se tornar um Esport, ficou um pessoal que viu o trailer original de anúncio do jogo, gostou do tom mais sinistro e imersivo dos combates e o gameplay mais tático. Rainbow Six Extraction se encaixa perfeitamente nessa proposta que se perdeu no meio do caminho, e parece a versão ideal para quem gosta de Rainbow Six Siege, mas não tanto de competir com outros jogadores.

A convite da Ubisoft Brasil nós jogamos aproximadamente 4 horas do novo game, avançando por alguns dos mapas e conhecendo as mecânicas e, principalmente, sendo espancados repetidamente por alienígenas. Vamos passar aqui nossas impressões com o game, que jogamos remotamente.

Começando pelo básico, Rainbow Six Extraction é um game cooperativo de jogadores versus monstros, ao invés do jogadores versus jogadores do R6 Siege. Ele junta os personagens do Esport em um confronto contra invasores alienígenas. O gameplay é feito através de incursões, onde até três jogadores entram juntos em uma área infestada pelos "Archeans" e precisam realizar uma série de objetivos. 

As fases tem inimigos e objetivos gerados proceduralmente, então ao entrar no mapa, o jogador vai precisar dronar o mapa e descobrir onde estão as ameaças e onde estão seus alvos toda vez que entrar em uma incursão pelos 12 mapas do game. São ao total 13 missões diferentes, que incluem resgatar vítimas, limpar áreas, capturar alienígenas e várias outras opções. Tudo isso somado aos 18 operadores disponíveis e os 10 tipos de alienígenas para enfrentar criam uma diversidade que, se a organização procedural não falhar, pode trazer uma grande diversidade entre gameplays.

Os jogadores são confrontados em todas as incursões com um dilema: cada mapa é divido em três zonas, e cada zona possui um objetivo. Os jogadores podem avançar para a próxima zona ao concluir o objetivo, ou decidir pela extração. Cada vez que há uma extração com sucesso, recursos são acumulados e os operadores sobem de nível. 

Se o time decide avançar mais uma zona, aumentam os potenciais ganhos porém as missões se tornam mais difíceis, os mantimentos mais escassos e os inimigos mais poderosos. É preciso pesar a cada avanço a relação entre risco e recompensa, já que falhar em uma missão faz a equipe perder tudo que acumulou e, pior, deixar um agente para trás, sendo preciso futuras incursões para ir resgatar esse operador POW dos alienígenas.

Esse elemento, no equilíbrio certo, tem tudo para ser o motor que torna esse game viciante. A aposta a cada rodada, olhando o estado do time tanto em saúde quanto em equipamentos, e a perspectiva de ver mais do mapa e também encarar missões mais gratificantes, vão mexer com os instintos dos jogadores e podem criar um desafio bem instigante. Ao pegar a rota da evacuação, sempre ficará aquela dúvida se não era possível vencer mais um mapa, em outras vezes os jogadores vão ser arrebatados pela triste realidade de que foram gananciosos demais.

A cooperação entre os jogadores é fundamental e se você está buscando um cooperativo desafiante e extremamente tático, acho que Rainbow Six Extraction acerta em cheio. Até demais. Jogando com desconhecidos e de forma desordenada, eu e meus companheiros fomos praticamente um buffet livre para os Archeans, que levaram vários de nossos operadores embora. Os alienígenas trabalham em conjunto, e alertar um pode alertar toda uma região, levando a uma reação de ataque, espalhamento de uma gosma nojenta que torna os jogadores mais lentos pelo mapa, além de ativar ninhos que repõem os alienígenas abatidos por novos em folha em poucos segundos.

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A única forma de avançar com sucesso é um velho conhecido dos jogadores de R6: dronar, dronar e dronar. Operadores com habilidades de Intel são cruciais, junto com as marcações dos drones, para identificar pontos como ninhos, alienígenas mais poderosos e eventuais rotas mais fáceis até o objetivo. O avanço precisa ser cadenciado e coordenado, caso contrário os jogadores serão somente sobrecarregado de inimigos. Em um jogo em que munição e itens de cura são limitados.

Isso cria outro ponto de balanço complexo do game, já que apesar do incentivo para a precaução, o game coloca um tempo de avanço para cada zona. Assim os jogadores também são confrontados com o dilema de avançar de forma cautelosa, e um relógio com um tempo que só reduz. Isso também cria um peso adicional em mapas que possuem missões paralelas opcionais, criando dilemas sobre munição, itens de cura, riscos e tempo restante antes de tentar buscar outro objetivo em um mapa. 

Não acho que seja necessário ter jogado R6 Siege para jogar o Extraction, mas há bastante material para quem curte a franquia competitiva. Os operadores mantém uma jogabilidade parecida com a do Siege, com o Pulse e seu sensor marcando inimigos, Finka restaurando a vida dos aliados e o Lion ligando seu drone e marcando inimigos em seu redor. Algumas das poucas mudanças vai até dar nostalgia: (Lord) Tatchanka voltou a ter sua torreta fixa, uma ótima pedida para missões em que é preciso manter uma posição por um tempo. 

Com um gameplay que já é muito satisfatório do Rainbow Six Siege, e com vários elementos desafiantes para os jogadores ao longo dos mapas, Rainbow Six Extraction parece um excelente jogo para quem curte games cooperativos, gosta de um PvE (players versus enemies, o jogadores versus inimigos) e queria o R6 com aquela atmosfera mais sinistra e séria do primeiro trailer do game, ou nem liga para a franquia mas estava procurando um FPS bastante tático e desafiante. Falta saber se todos os elementos vão estar bem balanceados e se a criação procedural do mapa não vai falhar em oferecer desafios interessantes ao jogadores, ou vai ficar rapidamente manjada e repetitiva.

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Rainbow Six Extraction chega em 20 de janeiro, disponível no PC, Xbox Series S/X, Xbox One, Playstation 4 e 5, e nas plataformas de streaming Google Stadia e Amazon Luna. Ele também estará disponível já no lançamento no Game Pass.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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