Company of Heroes 3: jogamos o pré-alpha do novo RTS!

Jogo chega tentando trazer de volta o melhor da franquia

Company of Heroes 3 chega com a dura missão de devolver a franquia à glória. O primeiro game solidificou uma base de fãs, enquanto a sequência trouxe um monte de problemas, desde uma política de DLCs que fragmentou em excesso o jogo - e forçou a boa vontade dos consumidores - aliado a um desenvolvimento da narrativa raso e que não convenceu, chegando até uma implementação de novas mecânicas que simplesmente não fez o game manter as expectativas.

Testamos o pré-alpha, e vamos passar nossas impressões!

Felizmente parece que o jogo de estratégia em tempo real não vai terminar nesse triste capítulo, e a Relic anunciou Company of Heroes 3 de olho no legado do primeiro jogo e nos erros do segundo. Nós tivemos a oportunidade de jogar um pré-alpha, e vocês podem ver nossas impressões nesse texto!

Um bom RTS, agora com pausas

Company of Heroes 3 tem como foco os conflitos no Mediterrâneo, um palco de operações que é uma excelente pedida por trazer uma grande variedade de estilos de localidades, diferentes nacionalidades em conflito e uma ação que envolve desde conflitos no ar, na terra e no mar. No nosso gameplay tivemos a chance de ver um pouco de como a tática de Armas Combinadas, tão crucial durante a Primeira e Segunda Guerra, será presente no jogo. 

A jogabilidade se divide em duas etapas. O "Mapa Dinâmico de Campanha" é a novidade da vez, com um mapa tático onde o jogar precisa fazer o que realmente ganha as guerras - garantir a logística de linhas de suprimento, posicionamento de tropas, estruturas e blindados - para em uma segunda etapa acontecer os sempre mais glamorosos combates. Aqui vemos uma diferença desse game comparado aos antecessores: COH e COH 2 tinham o gameplay em torno apenas da segunda etapa.

O novo game traz uma mecânica familiar para quem joga a série Total War, por exemplo. Em um mapa tático você tem um gameplay em turnos onde o conflito é gerenciado em forma "macro", enquanto as escaramuças resultantes dos deslocamentos das tropas e recursos no mapa tático são resolvidos em um combate em tempo real, com um formato já bem conhecido pelos fãs da franquia. Para os jogadores em campanha solo, agora é possível pausar o game e dar múltiplas instruções para diferentes pelotões, facilitando o multitasking em várias frentes.

O jogo está bem acessível, com tutoriais iniciais indo tão longe ao nível do "botão esquerdo do mouse seleciona", "botão direito desloca a tropa". Aqui as interfaces não mudaram muito comparado aos games anteriores, com cada tropa possuindo um conjunto de habilidades para serem usadas. Aqui é indispensável ser estratégico no uso de seus contingentes, colocando unidades anti-blindados para dar um jeito em tanques, assim como infantaria leve protegendo posições ou tirando inimigos de construções com uso de granadas. 

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Na missão que jogamos, com um tutorial que leva o jogador "pela mão", nosso objetivo era consolidar o controle sobre uma região tomando o controle sobre uma pista de pouso. Mesmo sem ter muita familiaridade com a franquia, não tive trabalho em entender as mecânicas, que foram mostradas de forma gradual e fazendo com que esse combate se torne um excelente tutorial junto com uma primeira etapa da campanha. 

Minha impressão com o pré-alpha foi bastante positiva. Com raras exceções, como um destacamento de infantaria que ficou preso em um limbo depois de eu mandar eles saírem de uma casa, o jogo já parece bastante consistente. O gameplay fluiu sem problemas, claro que ajudado pelo nosso setup superdimensionado para um gameplay em 1080p (Intel Core i9-9980XE, 16GB RAM, RTX 2080 Ti). Vamos deixar para ver até onde o motor gráfico Essence Engine 5 vai se sair bem em otimizações com o lançamento do jogo.

Algo que me agradou bastante foi como o jogo flui bem, com os soldados automaticamente buscando proteção quando sob fogo, entrando em combate quando algo aparece no raio de alcance de suas armas e todos os demais elementos que casam muito bem com o tom mais sério e realista do retrato da guerra. É perceptível um cuidado com detalhes nas explosões, destruição do cenário e movimentação dos blindados e artilharias, já nesse estágio inicial do desenvolvimento do jogo.

Foco na história, e você pode testar

Além do componente da jogabilidade, outro foco da franquia que será mantido é na narrativa. O trailer cinemático do game nos dá uma dimensão de como detalhes dos conflitos serão contados com belas cutscenes, humanizando os personagens envolvidos no conflito e servindo como uma ótima recompensa para uma missão bem sucedida.

Para quem ficou curioso, felizmente a Sega e a galera da Relic liberou não apenas para a imprensa o acesso a esse pré-alpha. Na página na Steam do game dá para se inscrever no teste com essa versão de desenvolvimento e conferir por si mesmo como ele está, além de contribuir com feedback para a equipe de desenvolvimento. Ainda não há uma data de lançamento anunciada, mas na página do game na Steam já está visível que o idioma português brasileiro estará disponível nas interfaces e também legendas.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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