Tony Hawk's Pro Skater chega lindo na nova geração, mas vale a pena pagar pelo upgrade?

É necessário ter a versão Deluxe ou desembolsar R$ 30 para liberar modos 4K e 120 fps no PS5 e Xbox Series X e S

A Activision lançou Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 na nova geração de consoles e recebemos uma cópia do game para testes no Xbox Series X. Como esperado, o jogo está deslumbrante, permitindo reviver os icônicos títulos da era PlayStation 1 com gráficos em 4K e até um modo com 120 frames por segundo.

No entanto, ver Tony Hawk’s Pro Skater rodando em resolução Ultra HD com 60 quadros por segundo ou então otimizado para 120 fps não é uma novidade. Para a galera que possui o jogo no PC, já é possível aproveitar os aprimoramentos gráficos desde o lançamento, basta ter um hardware competente para aguentar o game em uma configuração visual mais exigente ou com frames ilimitados aparecendo na tela.


Tony Hawk's Pro Skater fica ótimo em 4K e 60 quadros por segundo. (Imagem: Mateus Mognon/Captura de tela)

Nos consoles de nova geração, porém, a aplicação das melhorias é um pouco diferente. Para utilizar o remake de Tony Hawk’s Pro Skater com gráficos aprimorados no PS5 e Xbox Series X e S, você precisa ter a versão Deluxe, que é mais cara que o jogo padrão. Outra possibilidade é comprar um pacote de R$ 30 que libera os recursos gráficos e traz alguns outros bônus in-game, como roupas clássicas para o skatista que dá nome à franquia.

Tony Hawk's Pro Skater para Xbox
Tony Hawk's Pro Skater para PlayStation

Em suma, se você quiser jogar o brilhante remake de Tony Hawk’s Pro Skater 1 e 2 na nova geração de consoles com seu potencial máximo, é necessário desembolsar uns R$ 30 a mais que o convencional. O preço não é gigante e pode ser considerado até simbólico, mas, ainda assim, serve como uma espécie de paywall para algo que deveria ser gratuito.

4K/60 ou 120 frames por segundo

A versão de nova geração de Tony Hawk’s Pro Skater chega ao PS5 e Xbox Series X e Series S com dois modos de exibição. O principal método conta com gráficos em 4K e roda o game em 60 quadros por segundo. Para quem possui uma TV ou monitor com suporte para frequências mais altas, também é possível encarar o jogo em 120 frames por segundo com resolução Full HD.


Os 120 quadros por segundo aumentam a fluidez das manobras em Tony Hawk's Pro Skater. (Imagem: Mateus Mognon/Captura de tela)

Enquanto as experiências são diferentes, ambas entregam um resultado satisfatório. O visual de Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2 no Xbox Series X está deslumbrante no modo 4K/60 fps e garante uma sensação de nostalgia com os cenários clássicos, mas revigorados graficamente.

Para quem busca por mais agilidade durante o gameplay de Tony Hawk’s, o modo de 120 frames por segundo também não decepciona. Por aqui, testei a novidade em um monitor Full HD de 144 Hz, o que deixou perceptível a fluidez extra durante os combos e não me fez sentir tanta falta da resolução Ultra HD. No final das contas, a escolha vai muito do gosto do freguês, mas a queda visual certamente vale os quadros a mais no caso desse game.

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Assim como na versão de PS4 e Xbox One, você pode ouvir Charlie Brown Jr e jogar com dois skatistas brasileiros no game. (Imagem: Mateus Mognon/Captura de tela)

O gameplay do remake segue as mesmas diretrizes da versão original dos anos 90 e chega a ser familiar para quem cresceu andando de skate com a versão digital Tony Hawk. Poder revisitar pistas como Warehouse em um visual renovado e realizar manobras em até 120 fps é uma experiência que vale a pena para os fãs dos clássicos jogos, e até mesmo vale o preço cobrado para o upgrade na nova geração.

Pagar por opções gráficas?

Mesmo com a alta qualidade técnica, ainda fico com um pé atrás com a existência de um valor mais alto para ter 120 frames por segundo em Tony Hawk's Pro Skater 1+2. Apesar de a Activision oferecer upgrade gratuito com a versão Deluxe e trazer brindes digitais para quem pagar por R$ 30 para realizar a migração para o PS5 e Xbox Series X e S, não me parece certo ter que pagar para ter algo que sempre foi gratuito.


As melhorias gráficas são vendidas como recursos da edição Deluxe Cross-Gen. (Imagem: Mateus Mognon/Captura de tela)

Enquanto no computador já é padrão termos zilhões de opções gráficas para brincar, muitos games de consoles já mostraram que é possível fazer a migração para a nova geração sem custos para o consumidor. Jogos como Rainbow Six Siege e Fortnite, por exemplo, receberam um upgrade significativo para a nova geração e que chegou de graça para todos os jogadores.

Segundo comentários de desenvolvedores, o upgrade de jogos da geração passada normalmente não exige muito trabalho para o Xbox Series X e S, já que o Xbox One suportava tecnologias como 120 Hz. No entanto, o quadro é mais complicado no PS5, já que o sistema de emulação do console limita o game em 60 frames por segundo e a atualização exige praticamente "um novo port para o console", segundo explicam os devs de Rocket League.

Nesse sentido, parece que a decisão de cobrar ou não pela atualização gráfica para a nova geração decai sobre as publishers e desenvolvedoras. No caso da Activision, podemos dizer que a companhia está bem financeiramente e poderia quebrar esse galho para os jogadores. Em fevereiro, a empresa anunciou faturamento recorde, alcançando receita de mais de US$ 8 bilhões em 2020.

A companhia já ofereceu upgrade gratuito para Crash Bandicoot 4: It's About Time, que roda com gráficos em 4K e 60 quadros por segundo na nova geração. No entanto, a companhia cobrou pela versão de nova geração de Call of Duty Black Ops Cold War, que foi lançado no ano passado com suporte para 120 fps no PS5 e Xbox Series X e S.

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A nova geração de consoles ainda está dando seus primeiros passos e muitas práticas de mercado devem ser alteradas com o passar do tempo. Para quem possui uma tela que aguenta Tony Hawk's Pro Skater com tudo no talo no PS5 ou Xbox Series X e S, o upgrade certamente vale a pena. No entanto, assim como já acontece no PC e em outros jogos atuais, eu adoraria ter a opção de fazer minhas manobras em 120 frames por segundo sem precisar pagar por uma versão mais cara de um game que já está na minha biblioteca.

  • Redator: Mateus Mognon

    Mateus Mognon

    Mateus Mognon é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vencedor do prêmio SET Universitário na Categoria Reportagem Digital, atua nos sites do grupo Adrenaline desde 2014. Atualmente, colabora para os veículos com notícias, análises e artigos envolvendo tecnologia e games.

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