As 8 mulheres mais "badass" dos games!

Menos decote e mais personalidade. Independentemente das suas opiniões em relação ao feminismo, é hipocrisia afirmar que não faltam personagens femininas nos games que sejam mais interessantes do que curvas em roupas curtas. Para o Dia Internacional da Mulher separei uma lista com 8 moças que provam que é possível, sim, criar personagens femininas que sejam mais relevantes do que apelativas. A lista segue em ordem cronológica, pra dar uma noção melhor da evolução da representação feminina no protagonismo de jogos.

Importante: Essa lista vem de opinião pessoal, apenas uma homenagem e só cabe 8! Procurei enfatizar as personagens com as quais tive a oportunidade de jogar e é claro que muitas ficarão de fora. Se a sua favorita não entrou pra lista, não deixe de mencioná-la nos comentários! Mas não me culpe, vai ver eu só não joguei mesmo.

1 - Samus Aran | Metroid (1986)

É muito interessante começar a lista com a Samus porque a identidade da personagem era meio que um segredo. Num mundo sem internet, muita gente não sabia que aquele caçador de recompensas invencível era, de fato, uma mulher. A revelação era reservada para quem conseguisse jogar o difícil game até o fim, num "plot twist" que certamente surpreendeu muita gente. 

2 - Lucca | Chrono Trigger (1995)

A pequena inventora de Chronno Trigger rouba a cena com seu pensamento rápido e piadinhas. O que realmente destaca a mocinha de cabelos roxos não é apenas sua inteligência e independência, mas também sua "participação" em Chrono Cross. Seguindo a cronologia do universo do jogo, Lucca criou os Radical Dreamers e cuidava de crianças órfãs. Basta dizer que sem ela não teríamos a Kid, de Chrono Cross, então pontos extras aí.

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3 - Faith Connors | Mirror's Edge (2008)

Faith é "descolada". A revolucionária protagonista fera no parkour ganha espaço na lista pela sua coragem e independência. Não é qualquer um que teria coragem de enfrentar um governo totalitário e a maioria dos games que temos com a temática são com homens barbudos armados até os dentes. Faith não precisa disso, apenas sua infinita habilidade e atitude. 

4 - Aveline de Grandpré | Assassin's Creed III: Liberation (2012)

Tudo em Aveline é revolucionário, principalmente seus objetivos. Uma assassina negra enfrentando escravocratas garantiria seu lugar na lista só pela sua história, mas a personagem ainda é independente, capaz de tomar suas próprias decisões e agir quando julga necessário. É uma pena que ela ficou reduzida a um jogo "menor" em vez de protagonizar um triplo A como merecia.

5 - Lara Croft | Tomb Raider (2013 - reboot)

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Nas gerações antigas de Tomb Raider a cada novo título o design de Lara Croft ficava cada vez mais apelativo e até desproporcional. O interesse maior em desenvolvimento de peitos do que de personagem parece não ter dado muito certo e, depois de um certo hiato, Lara voltou para o reboot, mais interessante do que nunca. Enquanto jogo você pode até preferir a geração passada, mas foi depois de 2013 que a heroína mostrou que ela pode ser muito mais do que somente linda.

6 - Elizabeth | BioShock Infinite (2013)

Em BioShock Infinite (fora DLC) você não joga como Elizabeth, mas queria. A moça é uma usina de poder e é em torno dela que a história realmente gira. O jogo não demora pra inverter os papeis de quem está salvando quem. Se Elizabeth foi salva de alguma coisa, foi de ser só mais uma "donzela em perigo".

7 - Ellie | The Last of Us (2013) 

A lógica com a Ellie é a mesma de Elizabeth. Parecia que ela seria apenas um estorvo pro jogador salvar, mas não é nada disso. É a pequena boca suja cheia de atitude Ellie quem salva Joel muitas vezes. E não só fisicamente, mas num nível muito mais importante: o emocional. Além disso, o jogador tem a chance de jogar com a menina, num trecho considerado o melhor do game pela maioria dos jogadores e críticos. 

8 - Clementine | Walking Dead Season 2 (2014)

Se o assunto é "desenvolvimento de personagem", fica difícil superar Clementine. A mocinha começa como apenas uma menina e cresce ao longo da primeira de Walking Dead. Mas é na segunda que ela se destaca. O jogador assume o controle de uma menina que foi obrigada a crescer antes do que devia, tornando-se capaz de tomar não só suas próprias decisões, mas também para o grupo. Basta dizer que pra sobreviver ao apocalipse zumbi tanto tempo, ser "badass" é um pré-requisito. 

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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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