Você está ficando velho: 10 jogos que completam 10 anos em 2015

Prepare seus sentimentos pois este post foi feito com o único objetivo de causar, nem que minimamente, nostalgia em quem está lendo. Em 2005, o PlayStation 2, Xbox e Gamecube estavam em seu auge e, graças a isso, vários títulos que marcaram a infância de quem está na casa dos 20 anos estão completando uma década de vida em 2015.

Nesta lista, reuni 10 games que estão fazendo 10 anos em 2015 e, de alguma forma, marcaram a minha infância, sendo pela jogabilidade, diversão ou simplesmente porque meus amigos não paravam de falar sobre eles.

Boa viagem no tempo: 

Need for Speed: Most Wanted

Um dos jogos mais consagrados da franquia de carros da EA, “NFS: Most Wanted” trazia corridas de rua, carros customizáveis e perseguições policiais de fazer o coração pular. Apesar de ser um game de corrida, a história do game é muito interessante: o jogador era levado para Rockport City, onde devia enfrentar uma liga de corredores de rua para ganhar respeito. A chamada “Blacklist” possuia 15 corredores, que exigiam que o jogador fizesse provas e enfrentasse a polícia para ter direito de correr com eles.

As corridas tinham bastante competitividade e os encontros com a polícia eram de tirar o fôlego: se você jogou 'Most Wanted' com certeza sabe o quão agoniante é procurar um esconderijo e enquanto torce para não ser visto por nenhum carro da polícia. Com certeza, esse é o jogo de corrida que mais marcou a minha infância. Ainda sinto vontade de comprar um Mustang GT por causa desse fabuloso game.

Em 2012, a EA lançou um reboot de Most Wanted, pena que a produtora esqueceu de colocar uma história tão boa quanto a do game original, o que deixou a segunda versão um pouco sem sentido. Custava ter investido um pouco mais nisso?

Agora é só esperar pelo novo “Need For Speed” e torcer para que a EA traga os melhores elemento de gameplay de “Most Wanted” para o jogo.

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Resident Evil 4

Há 10 anos, Ashley gritava “Help”  pela primeira vez no PC, Xbox, Gamecube e PS2. O jogo trouxe algumas inovações para a franquia da Capcom, como a jogabilidade em terceira pessoa, mais velocidade e ação nos movimentos e zumbis mais humanizados.

Anunciado em 2001 como o primeiro jogo da franquia de zumbis para a geração do PS2, “Resident Evil 4” foi feito e refeito diversas vezes até chegar na versão que foi lançada. Para você ter uma ideia, a primeira versão do game ficou tão diferente do que a Capcom esperava que o diretor responsável, Hideki Kamiya, resolveu criar uma nova franquia. E assim nasceu “Devil May Cry”.


"Un Forastero!"- Zumbi camponês Don Esteban

Depois de muitas reviravoltas, a Capcom chegou ao game que conhecemos: o agente (e matador de zumbis) Leon S. Kennedy é convocado para ir até uma vila no interior da Espanha e encontrar a filha do presidente dos Estados Unidos, Ashley Graham.

Durante o game, o jogador encontra a filha do presidente, enfranta um monte de monstros e ela pede ajuda tantas vezes que os nomes “Leon” e “Ashley” nunca mais serão ouvidos da mesma forma por você. Além disso, o game conta com vários personagens icônicos, como Ada Wong e Jack Krauser (para quem eu apanhei muito).

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Kingdom Hearts II

Lançado em 2005 no Japão e no ano seguinte no ocidente, “Kingdom Hearts II” é um dos games que mais marcou minha vida. Misturando de uma forma perfeita os universos Disney e Final Fantasy, o jogo continua a história de Sora, o mestre da Keyblade.

 Junto com seus parceiros de jornada Donald e Pateta, Sora acorda de um sono profundo e sai em uma nova aventura em busca de Riku e Kairi, seus melhores amigos. Neste título, são introduzidos na história os Nobodies e, com isso, os vilões da Organização dos XIII e a contraparte de Sora, um menino chamado Roxas, que também consegue controlar a Keyblade.

Graças ao crossover entre Disney e Square Enix, o jogador encontra personagens conhecidos da Disney, incluindo Aladdin, Jack Sparrow, Bela e a Fera e Malévola, que é a vilã do primeiro game. Do lado da Square, temos várias figuras conhecidas da franquia Final Fantasy: Cid (sem peitos), Aerith, Auron, Cloud e Sephiroth (que também me bateu muito).

 
Axel e Roxas em uma das lutas mais épicas que eu tive o prazer de jogar

Os personagens originais da série também são fantásticos e possuem uma história bem densa, tão densa que gerou vários spin-offs muito bons, como “Kingdom Hearts Birth By Sleep”, que mostra a guerra das Keyblades; e “Kingdom Hearts 368/2 Days”, onde a história da Organização dos XIII e da amizade de Axel e Roxas é desdobrada.


Batalha dos 1000 Heartsless: É simplesmente impossível escolher apenas um momento preferido

Na questão da jogabilidade, temos vários mundos para serem explorados, tesouros para serem encontrados e, é claro, armas e combos simplesmente fantásticos, que são marca da série. Em relação ao primeiro game, “Kingdom Hearts II” trouxe algumas inovações como mais cenas interativas e transformações que permitiam que o jogador utilizasse duas Keyblades ao mesmo tempo(!!!!). Tudo ficou ainda mais épico.

“Kingdom Hearts 2” ganhou várias remasterizações e atualmente está disponível até no PS4, então, se você não conhece a história, ainda dá para jogar e vale muito a pena. Apesar dos vários spin-offs da franquia, a Square ainda não lançou a continuação da linha principal da história de Sora, mas para a algeria dos fãs, "Kingdom Hearts III" já está em produção e está ficando lindo.

Total Overdose

“E se GTA acontecesse no México?” Aconteceu, foi lançado há 10 anos e se chama “Total Overdose”. Produzido pela Deadline Games, o shotter que lembra muito o título da Rockstar saiu no PC, PS2 e Xbox e é um dos games mais divertidos que joguei no PS2.

O jogador incorpora Ramiro "Ram" Cruz, um ex-criminoso e agente da DEA que, basicamente, apronta todas as confusões em Los Toros, cidade fictícia do México. O jogo traz elementos que ficaram famosos na franquia “Grand Theft Auto” e  novas mecânicas bem interessantes, como um sistema de mira mais preciso e recompensas por boa perícia com armas.


Existe abertura mais badass que essa?

Outra parte que chama muito a atenção em “Total Overdose” é o humor, presente em vários momentos da história. O jogador pode usar vários ícones da cultura mexicana para como pinhatas, lutadores e mariachis para espalhar o caos pela cidade, o que gera alguns momentos bem divertidos.

Até hoje, “Total Overdose” não ganhou remasters ou continuações, mas continua sendo, sem dúvidas, a melhor “cópias de GTA” que eu já joguei.

Guitar Hero

Em 2005, a Activision fez um favor aos fãs de rock que não sabem tocar instrumentos musicais e lançou o primeiro jogo da franquia “Guitar Hero”, o popular simulador de guitarra que trazia o melhor do rock para o jogador se transformar em uma estrela dos palcos.

Desenvolvido pela Harmonix em parceria com a Activision, exclusivamente para  PS2, “Guitar Hero” tinha um diferencial que fazia toda a diferença: um controle em forma de guitarra. Dá pra ser mais rockstar que isso? Dá! O jogo incluí faixas como “I love rock nÂ’ roll”, “Smoke on The Water”, “Take me out” e “Iron Man”. A lista é bem extensa, mas vale a pena ser ouvida e tocada.


Devido ao sucesso do primeiro título, o game do PS2 ganhou continuações, que ficaram ainda mais épicas. Em “Guitar Hero 3: Legends of Rock”, o jogador trava uma batalha na guitarra contra Tom Morello, do Rage Against The Machine, e Slash, ex-guitarrista do Guns NÂ’ Roses.

Com o passar do tempo alguns elementos do início da franquia se perderam, mas “Guitar Hero” continua sendo um nome forte e o próximo título da franquia sai ainda este ano, com duas novidades bem interessantes, jogabilidade em primeira pessoa e um novo controle em forma de guitarra.

Mortal Kombat Shaolin Monks

“Shaolin Monks” é um spin-off da popular e sangrenta franquia Mortal Kombat e foi lançado em 2005 para explicar melhor os fatos da história dos dois primeiros jogos da série. Com um mundo mais aberto e que pode ser explorado, o game se destaca principalmente pelo modo coop, onde os dois jogadores começam batendo em todo mundo com Liu Kang e Kung Lao.

A história é muito bem explorada e o jogador ganha destreza e habilidade com o passar do tempo, o que facilita na hora do combate contra oponentes como Reptile, Scorpion e Goro. O modo coop é muito bem explorado e vários golpes especiais e extras da história só podem ser conseguidos com um amiguinho jogando com você. Também é possível jogar a campanha principal com outros personagens, incluindo Sub-Zero e Scorpion.

Na questão do sangue, o jogo dois novos especiais: os multalities e os brutalities, onde o personagem se inspira e dá uma sequência de ataques tão frenética que toda a alma viva que estiver por perto vai sofrer. 


Tão frio quanto um cubo de gelo, Kung Lao tem os melhores fatalities do game

Além disso, os fatlities de Shaolin Monks são muito bons e com certeza marcaram os jogadores. O destaque é o Kung Lao, que brilha com seu chapéu/serra que causa arrepios em mim até hoje. Nas batalhas contra os chefes, todas as finalizações são especiais e também me causam falta de ar.

Tekken 5

O quinto game que acompanha a história da família Mishima também faz 10 anos em 2015 e foi o primeiro "Tekken" que eu joguei. Como esse é um game de luta e aqui é a minha coluna, eu posso confessar sem preocupações: eu jogava Tekken quando tinha uns 10 anos e não dava a muita atenção para a história do game, só queria descer a lenha em todo mundo com uns personagens legais.

 

E eu me divertia muito fazendo isso. Os diferentes de estilos de luta distribuídos entre os personagens fazem o jogo agradar desde jogadores que gostam de dar socos com um boxeador até chutar sem parar com uma capoeirista.


O game possuía uma campanha onde o jogador comandava Jin Kazama, mas, apesar do esforço da Namco, a graça mesmo era o arcade. Cada lutador tinha sua história, seus problemas e seus motivos para ganhar o Iron First Tournament. Destaque para a personagem brasileira Cristie Monteiro, que tinha os golpes mais apelões que eu já tive o prazer de executar.

Shadow Of The Colossus

O ano de 2005 também marcou o lançamento de um dos games mais aclamados do PS2 e também uma das histórias de amor mais épica dos games: “Shadow of Colossus”. O jogo conta a saga de Wander, um jovem que precisa matar 16 gigantes chamados de Colossus para reviver sua amada.

Como dá para imaginar, derrotar um gigante não é uma tarefa muito fácil e, por isso, o jogador deve usar todos os seus neurônios para descobrir a fraqueza de cada inimigo e destruí-lo, tudo para salvar a amada de Wander.

Os produtores do game também são responsáveis por outros títulos icônicos do console da Sony, como “Ico”, também de PS2, e “The Last Guardian”, que mesmo sendo anunciado em 2009 ainda não saiu, mas parece que agora vai.

God of War

Em março de 2005, os deuses do Olímpo tremiam pela primeira vez com a chegada do raivoso Kratos, que tem como principal objetivo subir no morro onde onde as divindades gregas moram e socar a cara de Ares, o Deus da Guerra.

A treta entre os dois é bem antiga e passa em flashbacks durante o jogo. Quando ainda era um soldado, Kratos quase morreu nas mãos do exército bárbaro e, para escapar de um terrível fim, jurou fidelidade ao Deus da Guerra, que matou todos os inimigos e ainda lhe deu um presentinho, as Lâminas do Caos.

Como você deve imaginar, ser o cachorrinho de Ares tem algumas desvantagens e Kratos descobriu isso da pior maneira possível: enquanto lutava em uma guerra na Grécia, ele acidentalmente matou sua família. Depois disso, o soldado viu que tinha ido longe demais e, após servir por décadas aos deuses gregos, resolve se libertar. Para isso, ele fala com Atena, que oferece a liberdade em troca da vida do Deus da Guerra.

 

Nesse ponto que o rolo todo começa e você, com toda a sua astúcia, deve dar um jeito de matar Ares, conseguir a liberdade de Kratos e se tornar o novo Deus da Guerra. Com uma câmera em terceira pessoa, God of War traz diversos puzzles, desafios e muitos seres mitológicos, o que deixa a pancadaria mais divertida e com pitadas de conhecimento da cultura grega.

“God of War” foi remasterizado junto com o segundo jogo da franquia e lançado para PS3 como “God of War Collection”. O jogo  também possui uma versão para PS Vita.

Darkwatch

Misturando faroeste com seres sobrenaturais, “Darkwatch” fez sucesso no PS2 e no Xbox e também completa 10 anos em 2015. Produzido pela Hogh Moon Studios em parceria com a Capcom, o jogo nunca ganhou uma sequência, então acabou sendo esquecido por muitos jogadores.

A história acompanha Jericho Cross, um criminoso que, durante um assalto a um trem, acaba sendo transformado em vampiro por Lazarus. Ao estilo “Blade”, Cross se junta a uma sociedade que caça monstros chamada Darkwatch e começa a defender o mundo de seres sobrenaturais.

O game tinha como um dos destaques as escolhas que o jogador deveria fazer. Em alguns momentos, Cross era submetido a situações onde devia salvar uma alma inocente ou consumí-la. De acordo com as escolhas do jogador, o personagem ganhava um certo tipo de habilidade. 

A jogabilidade em primeira pessoa combinada com o clima sombrio da ambientação davam ao jogo um ar bastante artístico e único, o que é suficiente para os fãs lembrarem do game com carinho, mesmo que o jogo não tenha ganhado uma continuação.


E quais foram os jogos que marcaram a tua infância, querido leitor do Adrenaline? Se identificou com algum título da lista? Deixe a resposta nos comentários :) 

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  • Redator: Mateus Mognon

    Mateus Mognon

    Mateus Mognon é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vencedor do prêmio SET Universitário na Categoria Reportagem Digital, atua nos sites do grupo Adrenaline desde 2014. Atualmente, colabora para os veículos com notícias, análises e artigos envolvendo tecnologia e games.

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