E3 2015: Apesar da PC Gaming Show, essa foi uma excelente E3 para os PC gamers

Apesar de muitos já considerarem que a E3 2015 foi a melhor E3 da história, não tem como negar que ela acabou com um gostinho amargo na boca dos PC gamers. Afinal, muitos estavam empolgados com a PC Gaming Show, conferência que finalmente deu um espaço para jogos de computador numa feira sempre tão focada nos consoles. 

Não que uma série de entrevistas com desenvolvedores indies não seja interessante, mas é só que a E3 não é o local para isso. Ali, nossa expectativa estava voltada para grandes novidades, anúncios gigantescos, para o show que estamos acostumados a ver nas conferências de Sony, Microsoft e companhia.

Quem for corajoso o suficiente para assistir todas as 2 horas e 47 minutos de nossa cobertura do evento, pode fazê-lo neste link. Para quem quiser um resumo, o Diego foi gentil o suficiente de fazer o post "Os melhores momentos da tediosa PC Gaming Show" (aconselho ver, nem que seja só pelos excelentes gifs).

Só que eu não estou aqui para falar da PC Gaming Show, mas sim de como o PC esteve presente em basicamente todas as outras conferências – mais do que em qualquer outra E3. Quem já joga nos computadores há algum tempo deve se lembrar de como era ficar observando as conferências e torcer para que no final dos trailers de cada novo game anunciado aparecer o logo PC DVD-ROM, ou qualquer coisa que indicasse que ele seria lançado para a plataforma.

Imagino que muitos fizeram o mesmo nas conferências da E3 2015, mas aqui rolou uma diferença: na maioria das vezes – e na maioria dos principais jogos – esse logo do PC (ou da Steam) estava presente. Tudo bem, os consoles continuam tendo exclusivos muito importantes como Uncharted 4, Horizon: Zero Dawn e Forza 6. Mesmo assim, os multiplataformas estão vindo em peso para o PC, sendo que foi bastante comum aparecer no final dos trailers: "PS4 e PC" ou "Xbox One e PC" nas plataformas para as quais os jogos estarão disponíveis.

São vários os motivos para isso, e um deles é algo sobre o qual eu falei na minha última coluna, que é o fato dos consoles da atual geração, PS4 e Xbox One, terem uma arquitetura muito próxima da que vemos nos PCs. O que isso significa em termos práticos? Uma série de jogos muito legais sendo anunciados para PC. Na conferência da Bethesda, por exemplo, teve Fallout 4, Doom e Dishonored 2, três games que chegarão nos PCs.

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Na da Microsoft, vimos Dark Souls 3, Tacoma (dos criadores de Gone Home) e Superhot. Isso sem contar o novo controle Elite do Xbox One, que também será compatível com Windows 10, e o recurso de streaming de games do Xbox One para o PC.

A conferência da AMD, essa mais interessante, que contou com nada menos que o anúncio de nove placas de vídeo, incluindo a surpreendente Radeon R9 Nano. Na opinião de bastante gente aqui do Adrenaline (e da maioria dos usuários, segundo a nossa enquete), a curtíssima placa de 15 cm foi quem roubou o show. O que não chega a ser um absurdo, considerando que ela consome metade da energia da R9 290X, porém mantendo o mesmo desempenho, e trazendo um formato muito menor.

De resto, também acho legal destacar Mass Effect Andromeda, Need For Speed, Mirror's Edge: Catalyst, Assassin's Creed: Syndicate, No Man's Sky, Hitman, Deus Ex: Mankind Divided, Call of Duty: Black Ops 3 e Shenmue 3. Isso sem contar XCOM 2, que até agora é exclusivo da plataforma. De resto, sonhamos com Rise of the Tomb Raider e o remake de Final Fantasy VII. A princípio, esses games serão exclusivos para Xbox One e PS4, mas como parte de acordos por tempo limitado. Por isso, é provável que eles apareçam nos PCs. O que é certo, porém, é que essa é uma excelente época para ser um PC gamer.

Abaixo vou deixar os trailers de alguns desses jogos, dando preferência aos que mostraram gameplay:

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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

É melhor ter o xCloud capado no iOS ou ficar sem o serviço nos iPhones?

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