10 motivos pelos quais Batman é melhor que The Witcher

Antes de mais nada, vamos relembrar o que todo mundo devia saber, mas muita gente esquece: coluna é opinião. Nessa aqui, tento listar 10 dos motivos que me fazem preferir a franquia Arkham do Batman à franquia The Witcher. Para dar o tom "humorístico" da coisa, vai acontecer uma boa dose de hu3 e de esculacho à série da CD Projekt Red, mas ninguém precisa levar para o lado pessoal. Apesar de eu preferir Batman, The Witcher é uma excelente franquia e The Witcher 3 está simplesmente fenomenal. Dito isso, tá na hora dele levar uma surra.

AVISO: Há SPOILERS na coluna. 

1 - O combate

Falando em surra, o sistema de combate implementado em Arkham Asylum é, sem rodeios, perfeito. A jogabilidade das lutas na franquia do Batman, desenvolvida pela Rocksteady, se tornou referência na hora de falar de qualidade desse tipo de gameplay e é constantemente copiada por outras séries. Resumindo, é tudo que o The Witcher queria ter, mas não consegue.

 

É justo salientar que o sistema evoluiu muito desde o primeiro game da franquia polonesa e está bem bacana em The Witcher 3. Mas, sinto muito, só os games Arkham devolvem a arte para o termo "artes marciais". Entre socos, chutes, counters e batarangues, o jogador faz uma verdadeira pintura de dor e ossos quebrados da escória de Gotham City. E rapaz, como é satisfatório... 

2 - Os gadgets

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Todo mundo sabe que o Batman é o James Bond dos super-heróis. Não são só batarangues que você vai jogar nas fuças dos seus adversários na franquia Arkham. Existe uma diversidade imensa de gadgets para o jogador brincar, afinal, o que seria do Batman sem seus brinquedos. Bombas congelantes, armas de choque, bumerangues por controle remoto, bombas de fumaça, gel explosivo... E é claro, o meu favorito, o arpéu. Com sua icônica cordinha, o herói pode rapidamente se deslocar para as alturas de Gotham ou puxar um adversário para levar um pouco de justiça na cara. 

 

E o melhor é que todo esse equipamento lindamente enclausurado no cinto de utilidades não é usado só pra ajudar o jogador a fazer paçoca dos seus inimigos, mas também incorporado aos cenários, oferecendo pequenos quebra-cabeças de como acessar áreas ocultas ou avançar no mapa. Tudo sendo liberado aos poucos e dando direito a diferentes upgrades, o que mantém o jogo trazendo novidades do início ao fim.

Enquanto isso, o Geralt tá lá no meio do mato jogando umas magiquinhas que mais parecem purpurina...

3 - A furtividade

Apesar do combate e dos gadgets terem vindo antes na ordem dessa lista, o Batman, antes de mais nada, é um mestre da furtividade. O cavaleiro das trevas ganha o seu título porque grande parte de sua tática de assustar os seus adversários vem do fato deles não conseguirem encontrá-lo. E como isso é incorporado ao gameplay da franquia Arkham? Com maestria.

Cenários extremamente criativos dão ao jogador inúmeras opções de abater os capangas de um a um, pendurá-los em gárgulas, saltar sobre eles de um duto de ventilação, puxá-los da beirada ou derrubar uma parede inteira sobre o cara (sem matar, é claro). E só pra dar aquele sentimento extra de "seja o Batman", conforme o jogador derruba seus inimigos, um a um, ele vai vendo os remanescentes ficando gradativamente mais e mais apavorados... Até o ponto que você pode simplesmente pular na frente do cara e a primeira reação dele vai ser tentar fugir em pânico.

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Fica difícil comparar com a furtividade que encontramos em The Witcher porque ela não existe. Até porque seria bem difícil para o Geralt se esconder fedendo a cavalo (com toda certeza ele fede a cavalo). A vantagem que destaco aqui é a variedade que a furtividade traz para o gameplay. O jogador não fica preso só ao combate maravilhoso do game, ele pode (e deve) variar a maneira com que encara os cenários, o que ajuda a jogabilidade a se manter renovada sempre.  

4 - O batmóvel 

Sabe por que o Batman não fede a cavalo? Porque ele não anda a cavalo.

Estamos falando, é claro, do primeiro carro que você já quis ter. Admita, quem nunca sonhou com o batmóvel? Essa obra-prima automobilística é o resultado de uma mistura perfeita de gasolina, aerodinâmica, tecnologia e justiça. Com trevas também. E a Rocksteady finalmente vai nos dar a chance de pilotar essa belezinha no terceiro e último game de sua trilogia, entregando a experiência final do que é "ser o Batman". 

 

Mais uma vez, a maior vantagem aqui é a variedade de gameplay que isso traz. É todo um mundo de novas opções com missões que você vai poder realizar no batmóvel, tanto correndo como um louco contra o tempo, como em seu modo de combate, derrubando tanques e helicópteros que o Arkham Knight vai colocar contra o jogador.

Não importa o quanto você gosta de ficar pra cima e pra baixo com Geralt e sua eguinha pocotó. Não precisa nem admitir. Nós dois e o resto do mundo sabemos que não existe veículo melhor que o batmóvel.

5 - A história

A história da trilogia Arkham ganha muitos pontos porque ela é, fundamentalmente, uma só. Apesar de cada game ter seu enredo independente com começo, meio e fim, toda a série é costurada de maneira que os eventos do primeiro título levam aos acontecimentos do segundo e do segundo para o terceiro, etc. Esse tipo de atenção à história cria uma imersividade sem igual e não é nada fácil de se fazer, merece todos os elogios.

Mas não é só isso. A história em si, de cada game, é incrível. Com tudo que um bom enredo precisa, como reviravoltas, personagens interessantes, atuações excelentes e finais espetaculares. O final de Arkham City é, sem sombras de dúvida, um dos melhores arcos já escritos para o Batman em qualquer mídia que ele participa (e olha que são muitas, entre quadrinhos, filmes, desenhos, etc.). E Arkham Knight está prometendo ser tão bom quanto ou até melhor. 

 

The Witcher 3 tenta ser bastante receptivo com novos jogadores, o que não é, de maneira alguma, ruim. Na verdade, essa política tem muitos méritos. Mas, infelizmente, acaba impossibilitando a história de ser tão amarrada quanto em Batman. É uma escolha. Não condeno a opção que a CD Projekt Red tomou, mas prefiro a da Rocksteady. 

6 - Os vilões


"You, of all people, should know... There's plenty of wrong with me!"

Pode ser que você não concordou com nada do que escrevi até agora, mas não reconhecer a qualidade da galeria de vilões do Batman é simplesmente loucura. O Homem-Morcego tem, seguramente, a melhor coleção de inimigos de qualquer herói, seja Marvel ou DC. Não tem o que discutir. Quase todos os vilões que assombram Gotham têm personalidades marcantes, são densos, têm seus próprios objetivos, suas loucuras, suas manias. Além de serem extremamente originais.

Eu poderia resumir todo esse item citando apenas o Coringa, sempre um favorito e com a hype incrivelmente turbinada depois da atuação de Heath Ledger em "O Cavaleiro das Trevas". Mas o Coringa de Mark Hamill na franquia Arkham não deixa em nada a desejar e oferece o antagonista perfeito.

O Coringa é um vilão tão bom que seu brilho tende a ofuscar os outros, mas não os subestime. A Rocksteady mesmo reconhece o potencial deles e colocou o Espantalho como principal adversário do Cavaleiro das Trevas no terceiro game, e ele mostra que não está para brincadeira. A ausência do príncipe palhaço do crime em Arkham Knight vai dar a chance desses malucos mostrarem o que todo fã de Batman já sabe: todo grande herói precisa de grandes vilões.

Quem são os vilões em The Witcher mesmo? 

7 - Os coadjuvantes

Uma das características que mais distancia o Batman de Geralt é o fato de que o Homem-Morcego é um herói. De verdade, no sentido clássico da palavra. E o que isso significa? Significa ser um símbolo e servir de inspiração para as pessoas. E algumas dessas pessoas se inspiram o suficiente para se juntar à luta. Para o Batman, isso resulta em cuidar da creche, mas para o jogadores da franquia Arkham, o resultado é uma variedade muitíssimo bem-vinda ao gameplay.

Robin, Asa-Noturna e Mulher-Gato são alguns dos personagens extras que tivemos a chance de comandar em Arkham City, com seus próprios gadgets e estilos que trazem novidades à jogabilidade e mapas extras.

 

Infelizmente, os personagens foram introduzidos na forma de DLC que, sinceramente, é um problema na franquia Arkham. Muitos DLCs. Mas, pra quem é paciente e pega a versão GOTY de cada game tem toneladas de conteúdo extra e alguns personagens bem diferentes para se divertir. E em Arkham Knight teremos a Harley Queen e o Capuz Vermelho. Contando com os mapas especiais do Coringa em Arkham Asylum e do Deathstroke em Arkham Origins, já são 7 personagens jogáveis a mais do que se encontra em The Witcher. 

8 - A ambientação

Para mim, essa vitória fica fácil já que, pessoalmente, não curto a ambientação medieval. Não foi a época mais limpa da humanidade, convenhamos. Só esse quesito garante minha tendência para qualquer outra ambientação, mas Gotham, sinceramente, é a melhor de todas...

Baseada na maior cidade do mundo, mas com uma pegada ainda mais sombria, lindos efeitos de neon temperam a noite que, sem eles, seria de um escuro absoluto. E os efeitos de chuva que Arkham Knight vai trazer dão ainda mais brilho ao visual, refletindo o colorido em superfícies escuras, como a capa do Homem-Morcego. 

Mas não só o cenário, toda a estética do game é consistente, fala direto com os fãs e causam um efeito final deslumbrante.

9 - A nostalgia

Lembra aquelas manhãs em que você aguardava ansioso para as aventuras de Geralt na série animada do The Witcher? Não? Ah, deve ser porque nunca aconteceu.

Batman: The Animated Series não foi só uma série animada que marcou a infância de muitos dos usuários aqui no site, mas também é considerada até hoje uma das melhores do gênero pela crítica. Foi um desenho incrível e consagrou para muitos como deve ser o Batman.

As memórias felizes trazidas por um desenho tão excelente dão um toque extra de alegria ao se jogar a franquia Arkham. Apesar dos games não terem nada a ver com a série em matéria de história e estética, as nuances e o tom dos jogos não se distanciam tanto assim dela. A Rocksteady inclusive optou pelos mesmos dubladores norte-americanos da série animada para fazerem as vozes do Batman e do Coringa nos games.

10 - A justiça!

O que separa um vigilante de um verdadeiro herói? Seu código de honra. O Batman não mata. Ele quebra ossos, hospitaliza, mas não mata. Nem esse cara aqui, que provavelmente nunca mais vai conseguir formar frases completas:

Diferente de Witcher que depois de umas horas de jogatina é necessário passar um tempo na pia para lavar o sangue das suas mãos, Batman deixa o seu jogador com um sentimento de "fiz a coisa certa". 

Mas o mais importante desse aspecto é o que ele significa para a história. O herói vai ser sempre levado ao seu limite para manter seu código, superar desafios incríveis para tentar salvar não só os inocentes, mas também os próprios vilões psicóticos que muitas vezes colocam as próprias vidas em risco. Esse vídeo resume bem o que estou falando:

 

So many feels... 

BÔNUS: O Batman não parece com a sua vó de barba.

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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.